terça-feira, 20 de dezembro de 2011

“Futebol contra a Fome” será no Estádio Parque do Sabiá


O Estádio Parque do Sabiá sedia na segunda-feira (26), às 20h, o “Futebol contra a Fome”, que tem o apoio da Prefeitura de Uberlândia. Quem quiser comparecer já pode trocar dois quilos de alimentos não perecíveis nas lojas da Rede Smart. Já estão confirmados mais de 20 jogadores de futebol e 11 artistas.

“Será um evento solidário, no qual o público verá jogadores e artistas consagrados. É mais uma oportunidade para a comunidade prestigiar seus ídolos e contribuir para uma boa causa”, afirmou Antônio Carrijo, diretor-geral da Fundação Uberlandense do Turismo, Esporte e Lazer (Futel).

No dia do evento, serão instaladas tendas para que sejam feitas as trocas a partir das 15h e a Secretaria de Trânsito e Transporte (Settran) disponibilizará ônibus extras para quem for acompanhar a partida.

Fonte: Secom/PMU
Imagem: Divulgação

sábado, 17 de dezembro de 2011

Mais de 40 vozes fazem parte do espetáculo EnCantos de Natal 2011


Este domingo (18), às 20h30, é dia de se emocionar com o Recital EnCantos de Natal 2011. O espetáculo, que será apresentado na Igreja São Francisco e Santa Clara, no bairro Umuarama, contará com piano, violino, contrabaixo, percussão e violão, acompanhando três corais: Coral Jovem Irmão Sol e Irmã Lua, Coral Francisco e Clara, Grupo Cantante da Superintendência Regional de Saúde de Uberlândia, além de músicos convidados.

O repertório busca agradar a todos os gostos: músicas tradicionais natalinas a quatro vozes (estrangeiras e nacionais) e canções natalinas do repertório da música popular brasileira. “Será um espetáculo pleno de sons e emoções, celebrando a alegria e ingenuidade do Menino Jesus nas vozes de mais de 40 integrantes”, disse Luiz Henrique Ferreira Machado, idealizador do projeto, preparador vocal e regente dos coros.

Ainda segundo Luiz Henrique, o recital já tem história e a comunidade manifesta especial apreço pela música. “O objetivo deste espetáculo é unir pessoas por uma mesma finalidade: a magia do Natal expressa em música”, afirmou.

A apresentação é aberta ao público, com entrada franca, e tem como finalidade levar a arte a pessoas que, muitas vezes, nunca pisaram em um teatro. “Essas pessoas terão a oportunidade de conhecer diversas formas de expressão da música: instrumental, polifônica a quatro vozes e solistas. Apreciarão uma apresentação rica e descontraída, envolvida no mais puro espírito natalino”, finalizou.

História do recital

A apresentação natalina acontece desde 2007, realizada pelo Coro Francisco e Clara. Em 2010, o recital ganhou maior proporção, integrando o Coro Irmão Sol e Irmã Lua, e também o Grupo Cantante. “Este recital faz parte do calendário uberlandense e representa um momento de fé e alegria, celebrando o Natal por meio da música”, destacou Luiz Henrique.

SERVIÇO

O quê: Recital EnCantos de Natal 2011
Quando: 18 de dezembro (domingo), às 20h30
Onde: Igreja São Francisco e Santa Clara – Av. Levindo de Sousa, 2110, bairro Umuarama
Entrada gratuita

Fonte: Kaísa Martins/Luiz Henrique Machado
Imagem: Divulgação

Abertas as inscrições para o Circuito Integração de Viola


Estarão abertas até o dia 03 de fevereiro, de 2012, as inscrições para o Circuito Integração de Viola, realizado pela Pró-Reitoria de Extensão, Cultura e Assuntos Estudantis (PROEX), por meio da Diretoria de Cultura (DICULT).

Os candidatos deverão ter idade acima de 18 anos de idade e poderão se apresentar individualmente, em duplas ou grupos de até quatro integrantes. “Nas inscrições individuais, os candidatos deverão, necessariamente, se apresentar com a viola caipira. No caso das inscrições de duplas ou grupos, os inscritos selecionados deverão ter, pelo menos, um dos componentes tocando viola caipira”, ressalta Tarcísio Manuvéi, um dos produtores do evento.

O Circuito Integração de Viola tem como objetivo revelar novos talentos, promover a integração do meio artístico universitário e a comunidade, além de estimular a criação de novas formas de expressão musical. “Queremos preservar a cultura caipira e o instrumento símbolo que é a viola”, explica Tarcísio.

O evento terá quatro fases eliminatórias: em Patos de Minas (13/04), Monte Carmelo (14/04), Ituiutaba (20/04) e Uberlândia (21/04). Nas fases eliminatórias serão apresentadas 48 músicas, 12 em cada etapa. E ao final de cada fase, três músicas serão selecionadas para a final que acontecerá no dia 24 de abril, de 2012, em Uberlândia.

Os interessados deverão fazer a inscrição por meio do endereço eletrônico www.circuitointegracaodeviola.proex.ufu.br ou pelo correio, devendo ser enviada para o endereço da DICULT, na Avenida João Naves de Ávila, 2121, Bloco 3E, campus Santa Mônica. Mais informações no telefone (34) 3239-4044, ou no Viola de Nóis Produções (34) 3214 -6005.

Fonte: Eliane Moreira/UFU
Imagem: cursosbrasil.com.br

Auto de Natal 2011 será marcado por apresentações teatrais


De 16 a 22 de dezembro (sexta a quinta-feira), o Auto de Natal 2011 traz apresentações teatrais com o tema “Natal e Tradições Natalinas”. O projeto, criado pela Secretaria Municipal de Cultura, tem por objetivo valorizar e incentivar produções artístico-culturais que tenham como proposta pensar o Natal para celebrar os recomeços e os nascimentos.

Em sua sexta edição, o Auto de Natal terá 15 apresentações que circularão por vários pontos da cidade, contando narrativas por meio de peças e performances teatrais. “O objetivo é que o Natal seja alinhavado no respeito ao diferente e no reconhecimento da diversidade cultural como necessidades humanas para uma sociedade de paz e um ano novo de realizações e prosperidade”.

Com o espetáculo “Por que é... Natal?”, o grupo Tripé traz, dentro de caixas, contos e presentes que narram histórias vindas das tradições natalinas. Como “brincantes”, os atores interagem com o público solicitando que escolham uma caixa-presente para ser aberta. O grupo Tripé faz apresentações nas praças Tubal Vilela, Paris, Sérgio Pacheco, dos Buritis e Clarimundo Carneiro.

O grupo Trupe de Truões apresenta o espetáculo “Bem aventuranças natalinas” ou “Por quem os sinos dobram?”. Um drama que envolve um bebê abandonado na noite de Natal faz parte do enredo, que será apresentado nas praças Luiz Finotti, Lincoln, Vasco Gifone e Rui Barbosa e na Igreja Nossa Senhora Aparecida.

O espetáculo “O Natal do Sr. Scrooge”, que será apresentado pelo grupo Teatro No Mi, é uma adaptação da obra de Charles Dickens que traz um espaço intimista em que o espectador é envolvido pela sensação de que rua e teatro se confundem. A peça estará na feira livre da avenida Monsenhor Eduardo, nas praças Tubal Vilela e Sérgio Pacheco e no Centro Administrativo Municipal.

Confira a programação:

Dia 16 (sexta-feira)

18h30 – “Por que é... Natal?”, do grupo Tripé
Praça Tubal Vilela (Centro)

Dia 17 (sábado)

18h30 – “Por que é... Natal?”, do grupo Tripé
Praça Paris (Bairro Roosevelt)

Dia 18 (domingo)

10h – “O Natal do Sr. Scrooge”, do grupo Teatro No Mi
Feira Livre da Av. Monsenhor Eduardo

18h30 – “Por que é... Natal?”, do grupo Tripé
Praça Sérgio Pacheco (Centro)

18h – “Bem aventuranças natalinas” ou “Por quem os sinos dobram?”, do grupo Trupe de Truões
Praça Luiz Finotti (Bairro Santa Mônica)

Dia 19 (segunda-feira)

18h – “O Natal do Sr. Scrooge”, do grupo Teatro No Mi
Praça Tubal Vilela (Centro)

20h – “Bem aventuranças natalinas” ou “Por quem os sinos dobram?”, do grupo Trupe de Truões
Igreja Nossa Senhora Aparecida (Bairro Aparecida)

Dia 20 (terça-feira)

18h30 – “Por que é... Natal?”, do grupo Tripé
Praça dos Buritis (Bairro Minas Gerais)

19h – “O Natal do Sr. Scrooge”, do grupo Teatro No Mi
Praça Sérgio Pacheco (Centro)

20h – “Bem aventuranças natalinas” ou “Por quem os sinos dobram?”, do grupo Trupe de Truões
Praça Lincoln (Bairro Roosevelt)

Dia 21 (quarta-feira)

18h30 – “Por que é... Natal?”, do grupo Tripé
Praça Clarimundo Carneiro (Centro)

19h – “O Natal do Sr. Scrooge”, do grupo Teatro No Mi
Praça Sérgio Pacheco (Centro)

20h – “Bem aventuranças natalinas” ou “Por quem os sinos dobram?”, do grupo Trupe de Truões
Praça Vasco Gifone (Bairro Saraiva)

Dia 22 (quinta-feira)

12h – “O Natal do Sr. Scrooge”, do grupo Teatro No Mi
Centro Administrativo Municipal – Bloco 2, 1º piso – Av. Anselmo Alves dos Santos, 600 (Bairro Santa Mônica)

19h – “Bem aventuranças natalinas” ou “Por quem os sinos dobram?”, do grupo Trupe de Truões
Praça Rui Barbosa (Centro)

Fonte: Secom/PMU
Imagem: minirecados.com

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Rá-tá-tá, amém!

Vejam os lançamentos desta sexta-feira (16) nos cinemas.

Redenção (Machine Gun Preacher, EUA e Reino Unido, 2011)

Um fato: sou fã de Gerard Butler. Uma opinião: filmes humanistas, baseados em histórias reais e com pitadas de ação me deixam mais fã ainda. Neste filme, Sam Childers sai da prisão, vira pastor e vai para o Sudão ajudar na reconstrução de casas destruídas na revolução. Mas aí começa a pauleira. Ele se envolve com crianças escravizadas e levanta armas contra a guerrilha. Guardadas as devidas proporções, seria o mesmo que o católico Padre Marcelo Rossi com metralhadora. E repito: é baseado em fatos reais.




E aí Hendrix? (Idem, Brasil, 2011)

Até quem não era nascido na época de Jimi Hendrix, pelo menos já deve ter ouvido falar do cara. Considerado o maior guitarrista de todos os tempos, a história do músico é contada por meio de depoimentos de estrelas do rock nacional como Pitty, Frejat, Pepeu Gomes, Robertinho de Recife, Davi Moraes e George Israel. Nem que seja pela música, vale a pena conferir.






A Arte da Conquista (The Art of Getting By, EUA, 2011)

Filmes estudantis, com temática jovem, atores desconhecidos do grande público e com uma boa trilha sonora é um filão quase inesgotável em Hollywood. Este não é diferente. A história é a mesma: os encontros e desencontros de dois jovens estudantes são retratados pela enésima vez. Mas admita, estes “filminhos” (no melhor dos sentidos) até que são legais...






Adeus, Primeiro Amor (Un Amour de Jeuness, Alemanha e França, 2011)

Camille e Sullivan vivem a primeira experiência amorosa. Entretanto, se separam quando o rapaz decide viajar para América do Sul, onde passa quatro anos. No reencontro,
Camille tem um novo amor e fica dividida entre o atual namorado e seu primeiro romance. Com certa dose de sensualidade e muita melação. Indicado somente para os ultra-românticos.






Roubo Nas Alturas (Tower Heist, EUA, 2011)

Grandes nomes do humor estrelam esse filme divertido. E apesar de estar recheado de atores de renome, é um filme despretensioso, como quase todos de Ben Stiller. É a fórmula de sucesso de filmes como Vovózona, As Branquelas e tantos outros: um pouco de ação e muito “pastelão”. No mínimo, divertido!







Uma Incrível Aventura (Africa United, Reino Unido, 2010)

Você gosta de futebol? Não mais do que esse grupo de garotos que decidem atravessar o continente africano em busca do sonho de um deles de ser jogador profissional. Bem estilo "Sessão da Tarde", com comédia, drama e alguma ação. Leve e sem pretensão.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Mostra com obras raras traz pela primeira vez pioneiro do cinema baiano para Uberlândia/MG


Pela primeira vez, o público de Uberlândia/MG poderá conferir a genialidade artesã de Roberto Pires, diretor de clássicos como os premiados "Tocaia no Asfalto" (1962) e "Césio 137 - O Pesadelo de Goiânia" (1990). O cineasta responsável pelo primeiro longa metragem baiano, "Redenção" (1959), ganhará a mostra especial no. O público também poderá conferir "Máscara da Traição" (1969), com Tarcísio Meira, Glória Menezes e Cláudio Marzo.

A Mostra exibirá "Redenção" restaurado digitalmente recentemente. O filme conseguiu dar impulso aos anseios de jovens da Bahia apaixonados pelo cinema, entre eles, Glauber Rocha. A partir de então, a Bahia passa por um período de grande produção cinematográfica denominado Ciclo Bahiano de Cinema. Durante o Ciclo, Salvador chegou a ser considerada a Meca do Cinema Mundial. Com Rex Schindler e Glauber Rocha incorporados ao grupo da Iglu Filmes, deram início a produção de três longas metragens importantes para o Ciclo Bahiano de Cinema. A Grande Feira e Tocaia no Asfalto, dirigidos por Roberto Pires, além de Barravento que, por indicação de Pires, acabou sendo dirigido por Glauber Rocha.

"Tocaia no Asfalto", considerado pelo crítico de cinema André Setaro como um "thriller genuinamente baiano", aborda o relacionamento dos políticos com a criminalidade e as idiossincrasias de personalidade de um pistoleiro de aluguel". Para ele, no filme "destaca-se sobremaneira a artesania de Pires, o domínio pelo qual articula os elementos da linguagem cinematográfica em função da explicitação temática. Seu trabalho, nesse particular, é de ourivesaria e, aqui, em Tocaia no asfalto, tem-se um exemplo onde a narrativa suplanta a fábula, ainda que os dois planos sempre devam ser observados em processo de simbiose". O filme ganhou o Prêmio Saci em 1963.

Máscara da Traição, com a participação de Tarcísio Meira, Glória Menezes e Cláudio Marzo no elenco, narra um roubo no estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro. O filme chegou a ser censurado pela ditadura militar pela perfeita engenhosidade de seu trama, que, segundo os censores, ensinariam a fazer um assalto. Depois das explicações do diretor Roberto Pires, de como as cenas teriam sido montadas (em especial a cena em que o ator Marzo se passa pelo personagem de Tarcísio Meira), o filme foi liberado.

Ainda no Rio, Roberto começa a se interessar pela questão da energia nuclear. Desenvolve pesquisas e projetos e busca apoio de César Lattes, cientista brasileiro de renome mundial. Enquanto o governo militar estava assinando um acordo com a Alemanha para a construção das usinas nucleares em Angra dos Reis, Roberto Pires estava tentando fazer um documentário para denunciar o perigo da energia nuclear.

Em busca da realização de Inverno Nuclear, um projeto com a temática da energia atômica, Roberto passa a morar em Brasília, e participa do movimento cinematográfico no Distrito Federal. Um acidente radioativo grave com césio em Goiânia deixa milhares de vítimas, algumas fatais, e chama a atenção do diretor. Roberto desenvolveu pesquisas, entrevistou os sobreviventes do acidente, e dirigiu "Césio 137 - O pesadelo de Goiânia", seu último longa metragem. O filme levou 6 prêmios no Festival de Cinema de Brasília de 1990. Até hoje, o filme é referência contra o absurdo do mal uso da energia atômica.

Instituto Memória Roberto Pires

A mostra faz parte do Instituto Memória Roberto Pires, responsável pela restauração, preservação e difusão da obra do cineasta. O Insituto surgiu do amadurecimento de uma série de ações que vêm sendo desenvolvidas após o falecimento do diretor. O projeto Memória Roberto Pires começou, em 2005, quando Petrus Pires encontrou uma cópia de "Redenção", filme que era dado como perdido e encontrado no Instituto Lula Cardoso Ayres, em Pernambuco.

Com o apoio da Secretaria de Cultura da Bahia, em 2010, Redenção foi relançado após restauração digital durante o VI Panorama Internacional de Cinema da Bahia. O governo da Bahia já sinalizou para 2010/2011 o patrocínio para a restauração digital de "A Grande Feira". O próximo desafio do projeto Memória Roberto Pires é localizar uma cópia do filme "Crime de Sacopã" (1963), dirigido pelo cineasta no Rio de Janeiro, e atualmente dado como perdido.

Petrus Pires, coordenador do projeto, ressalta a importância de preservar a memória audiovisual do pai. "Roberto foi um cineasta que sempre trabalhou de forma independente e conseguiu realizar obras que se mantêm atuais. A preservação e difusão de sua obra são importantes para o cinema brasileiro por suas soluções inovadoras que superaram as dificudaldes que encontrou para realizar seus filmes".

Roberto Pires


Roberto de Castro Pires nasceu em Salvador, no dia 29 de setembro de 1934. Com 12 anos, começou a frequentar constantemente os cinemas Pax, Santo Antonio, Jandaia e Aliança, em Salvador. Nestas salas, quase sempre, eram exibidos filmes policiais. Gênero pelo qual Roberto desenvolveu um gosto especial e que lhe rendeu comparações a Hitchcock. Um dia, ao ver cenas da Bahia em um filme no Cine Excelsior, decidiu fazer um filme de longa metragem na Bahia. Para tanto, fundou, junto com Oscar Santana e Hélio Moreno Lima, a Iglufilmes para realizar o projeto.

Para realizar o primeiro longa metragem da Bahia, Roberto decidiu utilizar a mais avançada tecnologia da época, o som magnético e a lente cinemascope. Com paciência e maestria de artesão e contando com a ajuda de seu amigo Oscar, Roberto desenvolveu sua própria lente, a Igluscope, e seu sistema próprio de som magnético. Feito que chamou a atenção de representantes da Motion Pictures, entidade que agrega até hoje as maiores produtoras de Hollywood. Impressionados, voltaram a Los Angeles e, pouco tempo depois, Hollywood patenteava todas as possibilidades de lentes anamórficas e trocava o som magnético pelo ótico.

Extremamente criativo, Roberto construiu outros equipamentos utilizados em seus filmes como gruas, carrinhos, cabeças de câmara, filtros e dezenas de aparatos diversos. Fora do cinema, o cineasta se divertiria fazendo telescópios e outras invenções para os seus dez filhos e muitos netos. Autodidata, criativo e artesão, além disto, uma alma generosa, aberta e solidária, ele se dispôs a transmitir, ou melhor, dar de presente seu conhecimento e suas habilidades para outros realizadores que, no início da década de 60, começavam a fazer cinema na Bahia e no Rio de Janeiro.

Bastante versátil e profissional competente, Roberto Pires participou de trabalhos de outros cineastas, executando diferentes funções. Realizou a montagem de filmes como O Caipora (1964), de Oscar Santana; Choque de Sentimentos (1965), de Máximo Alviani; O Homem que Comprou o Mundo (1967), de Eduardo Coutinho; Di Cavalcanti (década de 70), documentário de Glauber Rocha; e A TV que Virou Estrela de Cinema (1992), de Yanko del Pino. Foi produtor de Barravento (1960), de Glauber Rocha; produtor associado de Como Vai, Vai Bem? (1968), obra em oito episódios, dirigidos pelo Grupo Câmara (Alberto e Walkyria Salvá e outros); e diretor de produção de O Cego que Gritava Luz (1995), de João Baptista de Andrade. Em parceria com Pedro Moraes, Pires foi diretor de fotografia de A Idade da Terra (1979), de Glauber Rocha. E, ainda, responsável pela supervisão técnica e corte de O Mágico e o Delegado (1979), de Fernando Coni Campos.

Serviço

Mostra Especial Roberto Pires


Local: Oficina Cultural de Uberlândia
Praça Clarimundo Carneiro, 204 – Bairro Fundinho - Centro Histórico
Fone: 3231-8608 / 3214-9889

Programação:

Césio 137 - O Pesadelo de Goiânia" (1990)

Dia: 14/12/2011
Ás 20:00 horas
Ficção. Drama.
Duração: 115 minutos
Sinopse:

O Filme passa-se em Goiânia. Conta a história de Vavá e seu amigo (narradores), que juntos descobrem uma peça de chumbo nas ruínas de um antigo hospital. A peça encontrada trata-se de um material radioativo (o Césio 137). Ela é vendida a Devair,o dono de um ferro velho, um amigo de Vavá. Devair e seus ajudantes quebram a peça e liberam a capsula de Césio 137. Devair, que estava maravilhado pela cor azul e brilhante que o Césio 137 emitia, resolveu mostra-lo para seus amigos, para seu irmão Ivo.

D, R, DA, M: Roberto Pires. F: Walter Carvalho. MU: Otávio Garcia. E: Nelson
Xavier, Joana Fomm, Paulo Gorgulho, Stepan Nercessian, Paulo Betti, Denise
Milfont, Marcélia Cartaxo, Thelma Reston, Malu Moraes, Venerando Ribeiro,
Carmen Morentzsohn, Luiz Linhares. CP: Master Cinevídeo Produções Ltda.. CI: 14
anos. Brasília 1990: prêmio especial do júri + roteiro + atriz (Fomm) + atriz
coadjuvante (Milfont) + fotografia + som. Natal 1990: melhor filme (júri + crítica) +
direção (crítica) + roteiro + atriz coadjuvante (Milfont).

"Tocaia no Asfalto" (1962)

Ficção. Drama.
Dia: 15/12/2011
Ás 20:00 horas
Duração: 101 minutos
Sinopse:

A vida e a psicologia dos assassinos de aluguel no Nordeste. A trama do filme se desenrola em Salvador e gira em torno de um político jovem e idealista que os adversários se esforçam por eliminar. Agildo Ribeiro, deixando de lado o humor, adota postura como o matador, vítima da consciência e do emblemático círculo fatal que o envolve, ao lado de Arassary de Oliveira, a namorada

D, R, M: Roberto Pires, sobre argumento de Rex Schindler. F: Hélio Silva. DA: José
Teixeira de Araújo. MU: Remo Usai. E: Agildo Ribeiro, Geraldo D’El Rey, Ângela
Bonati, David Singer, Adriano Lisboa, Milton Gaúcho, Maria Anita, Roberto
Ferreira, Jurema Pena, Antonio Sampaio [Pitanga], Maria Lígia, Clélia Matos,
Mecenas Marcos, Arassary de Oliveira. CP: Rex Schindler, David Singer, Iglu
Filmes. CI: 14 anos. O Saci 1963: direção + argumento.

REDENÇÃO

Dia: 17/12/2011
Ás 18:30 horas
Brasil, 1959, 35 mm em ‘igloscope’, pb, 62 min
versão restaurada e remasterizada a partir de uma cópia 16 mm
Ficção. Policial

Um psicopata estuprador é contido por dois jovens fazendeiros, um dos quais
está envolvido com a polícia e que, ao proteger uma jovem ameaçada, encontra a
redenção.

D, R: Roberto Pires. F: Hélio Silva. DA: Orlando Rego. MU: Alexandre Gnatalli. M:
Mario Del Rio. E: Geraldo D’Del Rey, Braga Neto, Maria Caldas, Fred Júnior, Milton
Gaúcho, Oscar Santana, Leonor Barros, Roberto Pires; Jece Valadão, Daniel Filho
(dublagem). CP: Iglu Filmes. CI: 14 anos.

MÁSCARA DA TRAIÇÃO

Ás 20:00 horas
Brasil, 1969, 35 mm, cor, 107 min
Ficção. Policial.

Um casal de criminosos arma um plano para roubar a renda da bilheteria de uma
partida de futebol no Estádio do Maracanã. O principal suspeito é Carlos, chefe do
Departamento de Finanças.

D: Roberto Pires. R: Roberto Pires, Leopoldo Serran (diálogos). F: Afonso Beatto.
DA: Regis Monteiro. MU: Francis Hime. M: Uly Mantel. E: Tarcísio Meira, Glória
Menezes, Oswaldo Loureiro, Mario Brasini, Flávio Migliaccio, Milton Gonçalves,
Roberto Ferreira, Joel Vaz, Cláudio Marzo. CP: Mapa Filmes. CI: 14 anos.

Dias: 14,15 e 17 de dezembro de 2011
Entrada gratuita
Realização: Divaldo Caldas
Informações sobre a Mostra:
Tel.: (34) 9215-3736

Fonte: Divaldo Caldas
Imagens: ibahia.com
achedownloads.com
historiadocinemabrasileiro.com.br
vmfilmesbetomagno.blogspot.com
historiadocinemabrasileiro.com.br

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Obra musical de Milton Nascimento é apresentada em Uberlândia


O Grupo Vocal Arte In Cena, vinculado ao Conservatório Estadual de Música Cora Pavan Capparelli, apresenta nos dias 14 e 15 de dezembro, no Teatro Rondon Pacheco, a peça teatral “Tons de Milton Nascimento”.

Segundo Maria Benigna, diretora Geral e Musical do Grupo, esse é um trabalho cênico-musical que intercala várias linguagens como teatro, dança, música vocal, literatura e artes visuais e conta com aproximadamente 25 integrantes entre alunos, banda e convidados para desenvolvê-las. “Apresentaremos um lindo e rico repertório de um dos maiores expoentes da música popular brasileira: Milton Nascimento”, afirma.

O espetáculo “Tons de Milton Nascimento” é apoiado pelo IAMAR – Instituto Alair Martins por meio do patrocínio das empresas Martins e Tribanco, através da Lei de Incentivo à Cultura Municipal e apoiado pelo Conservatório Estadual Cora Pavan Capparelli, Dicult, Proex e Terracota Dança Afro-Contemporânea.

A entrada é franca e os ingressos podem ser retirados no Conservatório e no Teatro Rondon Pacheco.

Sobre o Grupo

O Grupo Vocal Arte In Cena foi criado em 2003, por iniciativa da professora Maria Benigna Ferreira de Morais e é composto por alunos do Conservatório Estadual de Música Cora Pavan Capparelli e pessoas da comunidade em geral. O Grupo nasceu dentro de uma filosofia cênico-musical e vem desenvolvendo seu trabalho com o intuito de integração de vários segmentos da arte, proporcionando a união entre os participantes (consciência de grupo), o que contribuiu para formação de cidadãos mais interativos, participativos, sociais e solidários.

O Arte In Cena já se apresentou diversas vezes em Uberlândia e em cidades vizinhas, contribuindo ao longo de sua trajetória para o engrandecimento da cultura de Uberlândia e região, pois acredita no “poder transformador da arte”. Dentre suas diversas apresentações estão: ECOS DA MÚSICA NEGRA; RECORTES DA ARTE BRASILEIRA; RECORTES DA ARTE BRASILEIRA 2, MUSICAL ANOS 60, entre outros.

Fonte: Carolina Ikeda/Amorà Comunicação
Imagem: Divulgação

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Espetáculo “Homens” aborda universo masculino


A Mostra de Danças Negras 2011, da Secretaria Municipal de Cultura (SMC), traz a Uberlândia o espetáculo Homens, de Rui Moreira, a Uberlândia. A apresentação será no sábado (26), 21h, no Teatro Rondon Pacheco, e faz parte das atividades do Mês da Consciência Negra. A entrada é franca.

“Homens” estreou em 2004 e originalmente foi dançado pelo elenco da Cia. SeráQ. de Belo Horizonte. Para a montagem de Uberlândia foram escolhidos seis bailarinos, com trajetória comprovada em técnicas corporais específicas e habilidades artísticas necessárias ao processo e um músico para interagir ao vivo com os dançarinos. Os artistas da área de dança e música foram selecionados através de convocação por edital público.

Na concepção do espetáculo, Rui Moreira organizou as experiências de um grupo criando textos coreográficos que abordam questões psicológicas e filosóficas “masculinas”. O ponto de partida são mitos como o de Narciso e símbolos como o espelho e o reflexo. Também são abordados sentimentos como orgulho e vaidade.

“O trabalho é exemplo de preciosa capacidade de articular informações, desafiar corpos e reorganizar partituras de dança em novos contextos. O conceito do coreógrafo DJ foi exercitado com maestria por Moreira”, comentou o jornalista e crítico de arte Carlinhos Santos, após o espetáculo, que também foi apresentado na 23ª edição do Festival de Dança do Triângulo.

O espetáculo tem a direção de arte, figurinos e cenário de André Cortez e iluminação de Telma Fernandes. Já a trilha sonora consiste de músicas e texturas eletrônicas e acústicas, compostas especialmente para o espetáculo pela banda mineira Mordeorabo, fundindo com citações à quinta sinfonia de Gustav Mahler, Adagietto, e com interferências musicais ao vivo. No elenco, Alysson Aparecido, Emerson de Jesus, Erickson Damasceno, Gustavo Henrique, Iago de Souza, Márcio Leandro e Rui Moreira se revezam no palco.

Sobre Rui Moreira

Envolvido pela dança artística e técnicas acadêmicas, Rui Moreira é um dos mais representativos bailarinos brasileiros. Intérprete com características pessoais e inconfundíveis. Traz em seu corpo as confluências e os contrastes da cultura brasileira. Bailarino, criador e intérprete, além da bem sucedida e premiada trajetória artística na área de promoção de eventos, fez a curadoria de vários eventos, como a Mostra de Dança Contemporânea Arte em Movimento (Belo Horizonte - 2004) e do Festival Internacional de Arte Negra (Belo Horizonte - 2003, 2005, 2006, 2007 e 2009).

Fonte: Secom/PMU
Imagem: norienderien.wordpress.com

Ganhadores do FestUFU arrebatam dois prêmios em festival nacional


A banda Erick Castanho e vozes no vento, ganhadora dos prêmios de Melhor Música e de Melhor Arranjo no Festival Universitário da Canção da Universidade Federal de Uberlândia (FestUFU da Canção 2011), voltou a vencer no último dia 12 de novembro, afirmando a qualidade do grupo. Com a música “Natureza em aquarela” eles arrebataram os prêmios de “Melhor intérprete” e o 2º lugar na classificação geral do XIII Festival Universitário de Música Candanga da Universidade de Brasília (FINCA/UnB).

Eles concorreram na categoria Brasil, realizada em uma única etapa e que promoveu o intercâmbio e a integração cultural e musical entre as Instituições Federais de Ensino Superior (IFES). O Festival – realizado no Centro Comunitário Athos Bulcão, no Campus Darcy Ribeiro da UnB – também premiou as melhores músicas de representantes daquela Universidade. Os jurados avaliaram letra, melodia, arranjo, interpretação e interação com o público.

A banda

Erick Castanho e vozes no vento foi criada para participar do FestUFU da Canção 2011, realizado em outubro, no Campus Santa Mônica da UFU. Além do líder Érick Castanho (voz e viola), o grupo concorreu em Brasília com os seguintes integrantes: Thiago Amuy (baixo), Adele Aud (escaleta e voz), Sérgio Cardoso (violão e voz), Hudson Sant’Ana (percussão) e Giovani Aud (percussão).

Segundo Érick Castanho, aluno do 8º período de Química na UFU, a meta é gravar um CD para divulgar o trabalho do grupo. “A gente tem muita referência da música mineira, do Milton Nascimento, do Dércio Marques [violeiro e “cantador”], mas, no fim, é uma levada nordestina, com arranjo vocal”, diz Castanho citando, ainda, o Quarteto Vagamundo, de Uberlândia e o cantor, ator, violonista e dançarino pernambucano Antonio Nóbrega. Como se as premiações não tivessem nada a ver com a qualidade da banda, afirma, com humildade: “A gente tem muita sorte”.

Fonte: Marco Cavalcanti/Dirco/UFU
Imagem: dirco.ufu.br

UFU faz homenagem a Federico García Lorca


“A guitarra faz soluçar os sonhos/ O soluço das almas perdidas foge por sua boca redonda/ E, assim como a tarântula, tece uma grande estrela para caçar suspiros que bóiam no seu negro abismo de madeira”. (Poesia “As seis cordas”, de Federico García Lorca, extraída da "Antologia Poética", Editora Leitura S. A. - Rio de Janeiro, 1966, pág. 17, tradução e seleção de Afonso Felix de Sousa).

A obra de Federico García Lorca, um dos mais famosos poetas de língua espanhola, vai ser tema do Colóquio Internacional de Poesia e Dramaturgia organizado pela Diretoria de Cultura da Universidade Federal de Uberlândia (Dicult/UFU). A proposta do encontro, que será realizado de 28 a 30 de novembro, no Campus Santa Mônica, é abrigar as diversas formas de diálogo entre poesia e dramaturgia, a fim de repensar sua tradicional complementaridade.

O colóquio vai promover conferências e mesas redondas com professores da Universidade de Nantes (França), Universidade de Colima (México) e das federais de Uberlândia, Goiás e Alagoas (veja aqui a programação). As discussões vão abordar temas como dramaturgia poética, angústia existencial e angústia criadora e poéticas de resistência: o mítico e político.

Lorca

Federico García Lorca (1898-1936) é um dos mais famosos poetas de língua espanhola do século 20. Socialista, escreveu poemas e peças teatrais célebres (A Casa de Bernarda Alba, Bodas de Sangue, Yerma). Em agosto de 1936, Lorca foi assassinado após ser preso por um deputado católico direitista que alegou que ele era "mais perigoso com a caneta do que outros com o revólver."

Fonte: Renata Neiva/UFU
Imagem: icicom.up.pt

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Circuito Culturarte exibe teatro, música e arquitetura


Nesta quarta-feira, 9 de novembro, a Universidade Federal de Uberlândia (UFU) oferece mais um Circuito Culturarte - “A gente não quer só comida”. Haverá apresentações de teatro, de música e de trabalhos de arquitetura. As atividades acontecem no pavilhão instalado ao lado do Restaurante Universitário do Campus Santa Mônica.

Se apresentam, a partir das 18 horas, o Coletivo Teatro da Margem, com a performance “Território 122 – Trajeto dos Afetos” e o grupo Entre Cantos e Flautas, formado por alunos do curso de Música da UFU, mostra o “Folcloreando na UFU”. Paralelamente serão expostos, no pavilhão, trabalhos premiados no Concurso de ideias de abrigo para um sem-teto, promovido pelo curso de Arquitetura e Urbanismo da UFU. Neste mesmo espaço, também serão expostos trabalhos do arquiteto, ecodesigner e artista plástico convidado Lufe Lopes.

A exposição de Lufe Lopes, que coordenou o concurso de ideias, continuará, nos dias 10 e 11, na sala de exposições do bloco 1I, também no Campus Santa Mônica. Ele participará, ainda, de uma mesa-redonda, no dia 10, no anfiteatro do bloco 5O, no Campus Santa Mônica. Clique aqui e confira mais informações.

“A gente não quer só comida”

O Circuito Culturarte tem como objetivo desenvolver atividades artístico-culturais nos Restaurantes Universitários da UFU, com caráter pedagógico de atividade curricular complementar, contribuindo para humanizar o ambiente do RU e promover a melhoria da qualidade de vida do estudante universitário.

A atividade faz parte da humanização e reestruturação do restaurante promovida pela Diretoria de Assuntos Estudantis, vinculada à Pró-reitoria de Extensão, Cultura e Assuntos Estudantis (Proex), em parceria com as coordenações dos cursos de Música, Teatro, Artes Visuais, Design de Interiores e Arquitetura e Urbanismo. O projeto também conta com o apoio da Diretoria de Cultura (Dicult).

Fonte: Marco Cavalcanti/UFU
Imagem: UFU

sábado, 5 de novembro de 2011

Cineclube Cultura de novembro traz musicais de Fred Astaire

Um dos mais célebres atores e dançarinos do cinema norte-americano é destaque do Cineclube Cultura de novembro. Clássicos estrelados por Fred Astaire serão apresentados a partir do próximo sábado (5), em sessões gratuitas na Oficina Cultural, a partir das 20h.

O Cineclube Cultura é um projeto idealizado pela Secretaria Municipal de Cultura (SMC) e acontece mensalmente com exibições de filmes que giram sempre em torno de um eixo temático. Em cada edição, o público tem a oportunidade de conferir produções de vários países que marcaram época.

Para iniciar a série de clássicos de Fred Astaire, serão exibidos neste final de semana os filmes: A Roda da Fortuna e O Picolino. Outros filmes serão apresentados nos dias 19, 20, 26 e 27. Confira a programação:

Cineclube Cultura – Novembro/2011 – Fred Astaire

Dia 5 – Sábado

A Roda da Fortuna (The Band Wagon, EUA, 1953)
Direção de Vincente Minnelli
Com Fred Astaire, Cyd Charisse, Oscar Levant, Jack Buchanan, Ava Gardner.

Nessa comédia musical, Tony Hunter é um astro do cinema em processo de desgaste e envelhecimento. Para dar uma guinada na sua carreira, ele aceita participar da montagem de um pequeno musical na Broadway escrito por dois amigos. O diretor do novo espetáculo confere ares modernos para a montagem e inclui a dançarina Gaby Gerard, com a qual Tony não se entende muito bem. Cor, 112 min.



Dia 6 – Domingo

O Picolino (Top Hat, EUA, 1935)

Direção de Mark Sandrich
Com Fred Astaire, Ginger Rogers, Edward Everett Horton, Helen Broderick. Música e letras de Irving Berlin.

O dançarino americano Jerry Travers está ensaiando seu número num quarto de hotel em Londres. Seu sapateado acaba incomodando a bela Dale Tremont, a vizinha do quarto ao lado. Ela aparece para reclamar e, a partir daí, começa uma história de amor. P/b, 100 min.







Dia 19 – Sábado

Ritmo Louco (Swing Time, EUA, 1936)

Direção de George Stevens
Com Fred Astaire, Ginger Rogers, Victor Moore, Helen Broderick. Música de Jerome Kern e letras de Dorothy Fields.

Um dançarino e apostador viaja a Nova York para levantar a quantia necessária para poder se casar com sua noiva. Chegando lá, ele acaba se envolvendo com uma bela dançarina novata. P/b, 103 min.



Dia 20 – Domingo

Melodia da Broadway de 1940 (Broadway Melody, EUA, 1940)

Direção de Norman Taurog
Com Fred Astaire, Eleanor Powell, George Murphy, Frank Morgan.

Neste filme da série Melodia da Broadway, Fred Astaire e George Murphy são dois bailarinos que brigam, dançam, sapateiam e cantam, pela atenção da bela Eleanor Powell, tendo como destaque a música de Cole Porter. Essa foi a única vez que Powell e Astaire fizeram um filme juntos. P/b, 102 min.



Dia 26 – Sábado

Meias de Seda (Silk Stockings, EUA, 1957)

Direção de Rouben Mamoulian
Com Fred Astaire, Cyd Charisse, Janis Paige, Peter Lorre, George Tobias.

Ninotchka Yoschenko é uma adorável, porém rígida representante do governo soviético, que está em Paris para salvar seu camaradas dos perigos do Capitalismo. À primeira vista, seu sangue parece mais gelado que o inverno da Sibéria. Mas tudo pode mudar, quando Steve Canfield, um norte-mericano levemente impetuoso, cruzar o seu caminho. Adaptado de show homônimo da Broadway de 1955 e inspirado na comédia Ninotchka de 1939, estrelada por Greta Garbo. Músicas de Cole Porter. Cor, 117 min.


Dia 27 – Domingo

Ciúme, Sinal de Amor (The Barkleys of Broadway, EUA, 1949)

Direção de Charles Walters
Com Fred Astaire, Ginger Rogers, Oscar Levant, Billie Burke.

Josh Barkley e Dinah são casados. Há muito tempo ela pensa em trocar o sapateado pelas peças de teatro. Quando ela parte, Josh se esforça para tê-la de volta. Primeiro filme estrelado por Fred Astaire e Ginger Rogers após uma ausência de dez anos. À época, diziam que a história era um retrato fiel das tensões criativas compartilhadas por ambos na vida real.






Horário: 20 horas
Local: Oficina Cultural - Sala Roberto Rezende
Endereço: Praça Clarimundo Carneiro, 204, bairro Fundinho
Entrada Franca

Fonte: Secom/PMU
Imagem: fnac.pt / produto.mercadolivre.com.br
cineplayers.com / cotacota.com.br
livrariascuritiba.com.br / dublanet.com.br

UFU realiza I Mostra de Filmes Africanos


Você já se perguntou por que algumas pessoas utilizam o jargão “A coisa tá Preta” apenas quando coisas ruins acontecem? Será que “A coisa tá Preta” somente em momentos ruins? Diante desses questionamentos, de 07 a 11 de novembro, a Pró-reitoria de Extensão, Cultura e Assuntos Estudantis (PROEX) e o Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros (NEAB) da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) promovem o evento “A coisa tá Preta! I Mostra de Filmes Africanos e de suas Diásporas”.

Os filmes versam sobre a temática afro racial no Brasil, EUA e alguns países africanos. “O objetivo é refletir acerca do jargão, divulgar e valorizar as diversas manifestações culturais de matriz africana, assim como, incentivar a reflexão, acerca da situação da população negra”, explica João Gabriel, estudante do curso de História e coordenador do Projeto.

A entrada é gratuita e as exibições acontecerão no Anfiteatro E, do Bloco 5O, do campus Santa Mônica.

Programação

Segunda- 07/11

19 horas: Abertura
Documentário: Ônibus 174

Terça-feira- 8/11

8 horas – Filme: 5X Favela - Agora por nós mesmos
14 horas – Documentário: Mestre Pastinha: Uma vida pela capoeira
19 horas – Filme: For Colored Girls

Quarta-feira – 09/11

8 horas – Filme: Moolaadé
14 horas – Filme: Quanto vale ou é por quilo?
19 horas - Documentário: Dr. Mestre João Pequeno de Pastinha: a trajetória do negro no Brasil através da capoeira angola

Quinta-feira- 10/11

8 horas - Filme: Filhas do vento
14 horas - Filme: Atlântico Negro – Na rota dos Orixás
19 horas - Filme: Preciosa - Uma história de esperança

Sexta-feira – 11/11

8 horas - Filme: Aleijadinho – paixão, glória e suplício
14 horas – Filme: Ninguém sabe o duro que eu dei
19 horas – Filme: Grande desafio



Fonte: Eliane Moreira/UFU
Imagem: Divulgação

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Coral da UFU será uma das atrações do Cantares da Primavera


O coral da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), regido por Edmar Ferreti, será uma das atrações da “X Mostra Vocal Cantares da Primavera”, evento promovido pelo Instituto de Artes, Cultura e Ciências de Uberlândia e a Moraes e Morais/ Arte e Educação (IAT) em parceria com FIEMG - Regional Vale do Paranaíba e apoio da UFU.

A apresentação do Coral da UFU está marcada para o dia 28 de outubro, a partir das 19h30, no Cajubá Country Clube. No programa, o final da ópera Amelia al ballo, de Gian Carlo Menotti. O coral da UFU é composto por 43 integrantes e, nesta apresentação, Fábio Viana estará ao piano.

Cantares da Primavera é considerado o maior encontro de corais do Brasil Central e está em sua décima edição. Segundo Beatriz Moraes Bernardes, organizadora, o evento vai reunir mais de 500 coralistas da cidade e região. As apresentações acontecerão no Anfiteatro do Bloco 3 Q, do campus Santa Mônica, na Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) e no Cajubá Country Clube.

O evento vai reunir performances de grupos vocais sacros, infantis, de instituições, MPB, juvenis, seresteiros e, contará ainda, com uma oficina de coral infantil, ministrada por Edla Leão, de Belo Horizonte, e um workshop para os participantes, com o regente paulista Paulo Rowland.

“Este evento agrega um grande número de corais da região e nos possibilita ouvir obras não usuais, além de promover um intercâmbio, entre regentes de outras cidades”, ressalta Edmar Ferreti.

Mais informações sobre a programação estão disponíveis no site www.moraesemorais.com.br

Fonte: Eliane Moreira/UFU
Imagem: Divulgação

Jogo entre América-MG e Corinthians será no Sabiá


O América Mineiro confirmou nesta quarta-feira (26), que o jogo contra o Corinthians será realizado no Estádio Municipal Parque do Sabiá, no dia 6 de novembro (domingo), às 17h. A partida será pela 33ª rodada do Campeonato Brasileiro.

Segundo o site oficial do clube mineiro, quando esteve em Uberlândia no mês de setembro para enfrentar o Santos, o time foi bem recebido pelos torcedores da região, o que reforçou ainda mais o relacionamento do América com o Município. Na partida, mais de 20 mil pessoas estiveram presentes no Parque do Sabiá, quase metade de todo o público da equipe de Belo Horizonte em todo o Campeonato Brasileiro.

“Atendendo às solicitações do prefeito Odelmo Leão, fizemos um grande esforço para trazer mais essa partida para a cidade. O América viu que é rentável trazer jogos para Uberlândia e nada melhor do que trazer um dos líderes do campeonato, com uma das maiores torcidas do país, para o Parque do Sabiá”, afirmou Antônio Carrijo, diretor-geral da Futel.

Fonte: Secom/PMU
Imagem: pt.wikipedia.org

Começa hoje o Festival de Dança do Triângulo


A 23º edição do Festival de Dança do Triângulo, que este ano tem como tema “Partilhas na Dança: criação, visibilidade e resistência”, começa hoje, quinta-feira (27) e a cidade passa a receber vários bailarinos e visitantes.

O evento tem pré-abertura na praça Clarimundo Carneiro e conta com três apresentações. Os bailarinos que participaram da residência artística “Instalações Efêmeras”, da coreógrafa e bailarina Dudude Hermann, sobem ao palco às 17h. Em seguida, às 18h, no mesmo local, o público assiste ao espetáculo “Horas Possíveis...Enquanto o seu lobo não vem”, da Cia Camaleão de Belo Horizonte. Para fechar a primeira noite de apresentações Dudude Hermann apresenta “A projetista”, às 19h30, na Oficina Cultural.

Durante os sete dias de evento, a expectativa é que 15 mil pessoas assistam aos espetáculos apresentados nas praças Coronel Carneiro, Clarimundo Carneiro e Tubal Vilela; no Teatro Rondon Pacheco e na Arena Multiuso Presidente Tancredo Neves (Sabiazinho). Ao todo 50 grupos de cidades mineiras, alagoanas, goianas, cearenses e paulistas participam de mostras amadora, infantil e profissional. Oficinas, palestras e fóruns pedagógicos conduzidos por especialistas em dança de várias partes do país.

"Já participei de cinco edições do Festival que começou trabalhando questões locais e hoje trata de aspectos da dança nacional e internacional. Com esse evento Uberlândia se mostra como um grande pólo de produção e difusão da dança”, disse o coreógrafo e bailarino, Rui Moreira.

Confira a programação completa do Festival (em pdf).

Fonte: Secom/PMU
Imagem: Divulgação

Vera Prado lança exposição “Filtros de Luz” em Uberlândia


Filtros de Luz é o mais novo trabalho da artista plástica Vera Prado. São vinte fotografias emolduradas que fazem parte de um trabalho de estudos e experimentações em técnicas de pintura digital. As fotografias foram impressas em papel fotográfico e látex de diversos tamanhos e posteriormente emolduradas para um acabamento mais fino.

Neste trabalho, que surgiu a partir do registro fotográfico das telas pintadas por Vera, a artista desenvolveu técnicas de sobreposição de cores que resultaram em uma série de imagens abstratas. Segundo Vera, este trabalho vem sendo realizado há dois anos, mas intensificou-se a partir do convite para a realização da exposição. “Sempre fotografei minhas pinturas para documentar e fazer portfólio. Foi a partir da manipulação digital que comecei este trabalho de sobreposição de camadas de cor e luz”, comenta a artista.

Vera Prado é formada em Artes Plásticas pela UFU – Universidade Federal de Uberlândia. Realizou, entre outras, a exposição “Abstrações”, óleo sobre tela, na Casa da Cultura em Uberlândia, e expôs trabalhos também na Galeria Sta. Aida, em Barcelona, na Espanha, onde fez curso de pintura.

A exposição “Filtros de Luz” traz ao público uma série de imagens abstratas que expressam as experiências da autora de união entre fotografia, pintura e manipulação digital. “O que me realiza enquanto artista é poder me expressar através das cores e formas e trazer minha produção para o olhar do expectador. Estou bastante otimista quanto à recepção desta nova produção”, afirma Vera Prado.

Serviço:

O quê: Exposição “Filtros de Luz”
Coquetel de abertura: 27/10 às 20h
Visitação pública: 28/10 a 30/11 das 9h às 19h
Onde: Galeria Virmondes, Rua Melo Viana, 74 – Bairro Martins

Fonte: Douglas Luzz/Ciclo Assesssoria
Imagem: Divulgação

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

FestUFU da Canção continua neste fim de semana


No próximo fim de semana, 15 e 16/10, será realizada mais uma eliminatória e a final do II Festival Universitário da Canção, promovido pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU). Devido à chuva, a segunda seletiva que seria realizada no dia 9/10 foi adiada para o dia 15 e, a final, para domingo, dia 16. As apresentações foram transferidas para uma área totalmente coberta, o Centro de Convivência do Campus Santa Mônica.

Na primeira eliminatória foram classificadas cinco canções: “Que dia que será?”, “Egoístas demais”, “Sendas”, “Brisa do mar” e “O se e o nada”. Na segunda eliminatória outras cinco serão escolhidas para a final.

As apresentações vão acontecer a partir das 19h30. No sábado, haverá show com Arnaldo Terra e, no domingo, com Luiz Salgado. O evento conta, também, com intervenções artísticas do grupo Tamboril.

A equipe de jurados avalia os seguintes itens: letra, música, arranjo, interpretação e comunicação com o público. A partir de uma votação direta, o público escolhe, ainda, a música de maior comunicabilidade do Festival.

Premiação

Além da gravação de um CD com as 10 músicas finalistas e a com a música de maior comunicabilidade com o público, haverá a seguinte premiação:

• 1º Lugar do Festival - Troféu e R$ 1.500,00;

• 2º Lugar do Festival - Troféu e R$ 1.000,00;

• 3º Lugar do Festival - Troféu e R$ 500,00;

• Troféu de “Melhor Letra”

• Troféu de “Melhor Arranjo”

• Troféu de “Melhor Intérprete”

• Troféu de “Música de maior comunicabilidade com o público”

Saiba mais

O FestUFU da Canção 2011 é uma realização da Diretoria de Cultura da Pró-reitoria de Extensão, Cultura e Assuntos Estudantis e tem como parceiros a Fundação Rádio e TV Universitária (RTU), o Diretório Central dos Estudantes da UFU, a Fundação de Apoio Universitário (FAU), o Valvulado Discos e o grupo Tamboril – Arte Independente.

Estudantes, professores e servidores em atividade ou aposentados da UFU, bem como, funcionários das fundações de apoio vinculadas à Universidade puderam inscrever até duas músicas.

A ordem de apresentação das músicas e outras informações podem ser obtidas na Dicult, pelo telefone 3239-4331 e no site www.festufudacancao2011.blogspot.com.

Fonte: Marco Cavalcanti/UFU
Imagem: http://www.festufudacancao2011.blogspot.com/

Helena Manzan expõe Archetypo Art Araguaia na UFU


A artista plástica uberlandense, Helena Manzan, que há 10 anos reside na Itália, apresenta em Uberlândia a Mostra de Arte Archetypo Art Araguaia. A exposição será no hall principal da Reitoria da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), no campus Santa Mônica, entre 14 e 21 de outubro. Graduada em Artes Visuais pela UFU, onde trabalhou durante 10 anos na área de Programação Visual, Manzan exibirá pinturas digitais, vídeos e instalações.

O trabalho é resultado de uma pesquisa desenvolvida no Rio Araguaia, na Amazônia, em parceria com o médico veterinário e professor da UFU, André Quagliatto, e a Universidade de Molise (Itália). Ao apropriar-se de locais para montar o ateliê ao ar livre, Manzan observa a rotina dos pesquisadores e acompanha o movimento de animais. Da sensibilidade da artista surgem obras como a instalação Cuore Libero, que traz os sons das batidas do coração de um jacaré.

Os materiais utilizados nos trabalhos são resquícios da natureza, como fragmentos de ossos, cipós, areia e barro. Na bagagem, Manzan carrega apenas uma máquina fotográfica, uma filmadora e tintas brancas. “Não levo nada, não traga nada”, explica a artista. Assim, o espectador é convidado a conhecer símbolos de um recorte do Brasil em que sons e cores se misturam num espetáculo no qual o meio ambiente é o protagonista.

Veneza

Helena Manzan participa, até 27 de novembro, da 54ª Bienal de Veneza 2011, intitulada Iluminações. São exibidas três obras da série Energia Animal, que também resultou da pesquisa desenvolvida no Rio Araguaia. O próximo passo será a participação em um documentário. As expedições despertaram o interesse de um cineasta italiano que vai registrar o trabalho dos pesquisadores na Amazônia. Manzan também foi convidada a expor suas peças no Aeroporto Internacional de Roma - Leonardo da Vinci, conhecido como Fiumicino, o mais movimentado da Itália.

A artista já realizou exposições no Brasil (Uberlândia, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília e Curitiba, entre outras cidades), Estados Unidos (Nova York), Inglaterra (Londres), Portugal (Lisboa), Rússia (Novosibirsk) e Alemanha.

Fonte: Renata Neiva UFU
Imagem: dirco.ufu.br

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Nem foi tempo perdido...


Há uma década e meia atrás morria um dos maiores expoentes do rock nacional: Renato Russo. Tudo ou quase tudo já foi dito sobre o líder da Legião Urbana, e eu não tenho a pretensão de afirmar que este artigo traz informações inéditas sobre o cantor. Mas estas linhas trazem as minhas impressões pessoais, o meu entendimento e a minha opinião acerca do compositor.

Ídolo para muitos, que viam na Legião Urbana e no movimento do rock anos 80 uma verdadeira religião (aliás, Russo detestava esse estigma), Renato Manfredini Júnior nasceu no Rio de Janeiro em 27 de março de 1960 e morreu também no Rio em 11 de outubro de 1996. Mas foi na capital federal, em plena ditadura militar, que começou a carreira de músico. Em 1973, mudou-se com os pais para Brasília e fez parte de um movimento que mais tarde ficaria para a história.

Aliás, não se sabe por que Brasília se tornou o berço do rock nacional, até mesmo porque a influência cultural nordestina era muito grande, com milhares de trabalhadores migrando para o Planalto Central, primeiro para a construção da nova capital, e depois para fixar-se, à procura de novas oportunidades. É bem verdade que, assim como Brasília acolheu trabalhadores braçais que ajudaram a erguer a cidade, também arregimentou parte da nata da sociedade intelectual brasileira, que deixou o eixo Rio-São Paulo para acompanhar a movimentação política do Distrito Federal.

Renato Russo, bem como os integrantes do movimento roqueiro, tinha como principal característica a crítica político/social incrustrada nas letras longas e quase sem refrão. Não se importava muito com a melodia, tratando-a apenas como um veículo para a divulgação das idéias contidas nas letras. Para o vocalista da banda Capital Inicial, Dinho Ouro Preto, esse foi o motivo de Russo ter se destacado no cenário: além da voz forte, ele era o melhor letrista.

E é justamente nas letras das canções que Renato mostra cada fase de sua conturbada vida. Histórias contadas de formas diversas, às vezes nervosas, outras depressivas, muitas sobre o cotidiano, inserindo personagens reais da sua vida como amigos, professores da infância, com personagens fictícios de fábulas e contos de fada.

Faz falta. Seja nas músicas do Aborto Elétrico, seja na Legião Urbana, ou mesmo na carreira solo. Idolatria é muito para mim, um tanto quanto de exagero. Mas Renato Russo é o que mais chega perto dessa definição. Mas um fenômeno mostra que o cara está vivo. Meus filhos ouvem Legião, cantam junto, sabem as letras de cor. E eles nasceram anos depois da morte do cantor. Isso acontece com grandes nomes da música como Elvis, Raul Seixas, The Beatles, Cazuza. E também Renato... Nem foi tempo perdido.

Imagem: divirta-se.correioweb.com.br

Para desenvolver ainda mais o interesse pedagógico do Festival de Dança do Triângulo, a Secretaria Municipal de Cultura (SMC) realiza a residência artística “Instalações Efêmeras”, de 22 a 27 de outubro. O objetivo é divulgar a experiência de pesquisa e criação dos artistas nos espaços públicos.

Mais informações sobre podem ser conferidas no portal da Prefeitura de Uberlândia. Os interessados devem encaminhar até o dia 20 de outubro uma carta de intenção (5 linhas), juntamente com currículo para os e-mails: dança@uberlandia.mg.gov.br, dudude@dudude.com.br e maria.dudude@gmail.com .

A residência será ministrada pela bailarina performer, coreógrafa, diretora de espetáculos e professora de dança, Dudude Hermman. O resultado da residência será apresentado ao público no dia 27, às 17h, na praça Clarimundo Carneiro, compondo a programação de lançamento oficial do 23ª Festival de Dança, que será promovido de 27 de outubro a 2 de novembro.

Fonte: Secom/PMU
Imagem: PMU

Congado reúne milhares de pessoas no centro de Uberlândia


O desfile da festa em homenagem à Nossa Senhora do Rosário e São Benedito foi marcado por fé e celebração neste domingo (9). Vinte e cinco ternos de Congado de Uberlândia, além de convidados de cidades vizinhas, desfilaram pelo centro da cidade até chegarem à praça Rui Barbosa e ao entorno da Igreja de Nossa Senhora do Rosário.
Na chegada de cada terno, cantos e danças em louvor aos santos. Em dois momentos, foram erguidos mastros com imagens de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito para consagrar a proteção ao lugar da festa e às pessoas participantes da comemoração que existe há 135 anos.

De acordo com o prefeito Odelmo Leão, que participou do levantamento dos mastros, o Congado é um registro cultural do Município. “Aqui começou Uberlândia. Só na Igreja do Rosário são 101 anos de celebração e, a cada ano, a nossa festa tem uma representação maior e se identifica mais com toda a trajetória do nosso povo”, disse o prefeito.

Neste ano, a prefeitura preparou uma estrutura ainda melhor para acomodar principalmente as pessoas com mais idade, para que pudessem assistir à chegada dos grupos de terno. O espaço para a apresentação também foi ampliado.
Ao longo de toda a manhã, Pe. Sérgio Siqueira Camargo, da Igreja Nossa Senhora do Rosário e São Benedito, recebeu os ternos em frente à igreja. "Esta é uma festa tradicional, muito importante para a comunidade afrodescendente de Uberlândia", ressaltou.

Valdeci Anastácia de Souza, capitão do Terno Marujo Azul de Maio, do bairro Roosevelt, desfila há 18 anos no Congado e fez da devoção uma tradição familiar. “Meus filhos também participam há mais de uma década. Fazemos questão de estar aqui todos os anos para festejar o reinado de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito”, contou.

A comemoração teve continuidade na tarde deste domingo, com o Encontro dos Festeiros na Praça Tubal Vilela, de onde os ternos saíram para a Igreja do Rosário. Os novos festeiros foram coroados e, logo após, uma procissão seguiu com as imagens dos santos.

Jeremias Brasileiro, comandante geral da Congada, destacou a importância da festa em manter a tradição, seguindo com a presença cada vez mais expressiva de crianças e adolescentes. "O Congado atua também como transformação sociocultural, possibilitando a esses jovens uma expectativa que os retira de condições de risco social através da fé e devoção", explicou Jeremias.

A pequena Natália Silva de Oliveira, de 4 anos, é exemplo desta tradição passada de pai para filho. O pais são integrantes do terno Moçambique de Belém e, desde o nascimento da menina, louvam à Nossa Senhora do Rosário e a São Benedito pela graça concedida de livrá-la de uma anemia falciforme. “Todos os anos, nós trazemos a Natália vestida de anjo para a procissão em pagamento à promessa que fizemos em nome da saúde dela”, explica a mãe, Flávia da Silva, que considera a fé o lado mais importante da manifestação.

Segundo Carlos Silva Sousa, diretor da DiaAfro, a festa da Congada é uma manifestação não apenas religiosa, mas cultural, de tradição e resistência. "A Prefeitura de Uberlândia, por meio da Secretaria Municipal de Cultura, está sempre presente nesta manifestação tão ligada às nossas raízes e uma das maiores festas populares da cidade", afirmou.
Neste domingo, a festa da Congada foi encerrada com celebração de missa na Igreja do Rosário. Na segunda-feira (10), a manifestação continua a partir das 18 horas com a presença de todos os ternos na praça para agradecerem aos santos e se despedirem da festa.

Fonte: Secom/PMU
Imagem: PMU/Arípedez Luz/P10

Exposição aborda processo artístico experimental


A Galeria de Arte do Espaço Cultural do Mercado Municipal abriga uma exposição inusitada, a “C3 + A”. Os trabalhos poderão ser vistos pelo público até o dia 18 de novembro, exceto sábados, domingos e feriados, das 12h, às 18h, na rua Olegário Maciel, 255, Centro. “C³ +A” apresenta a proposta de investigar os processos artísticos experimentais que envolvem as figuras dos curadores, dos críticos de arte, dos colecionadores e dos artistas. As obras produzidas em contextos diversos refletem a prática crítica, curatorial e a produção artística. Complementa a mostra um conjunto de documentos gráficos e textuais, além de uma seleção de obras produzidas ao longo de 25 anos.

A exposição “C3 + A” tem como curador Marco Pasqualini de Andrade e documentação e obras dos artistas Ângela Mendes, Christo, Cristina Gushiken, Dagmar Gomes, Daniel Buren, Evandro Carlos Jardim, Helena Freddi, Marco Andrade, Mirella Mostoni, Nazareth Pacheco, Oscar Satio Oiwa, Roberto André, Renata Basile, Rosana Mariotto, Salete Mulin e Shirley Paes Leme.

Fonte: Secom/PMU
Imagem: triangulomineiro.com

sábado, 17 de setembro de 2011

Brecht é homenageado em edição especial do Cineclube Cultura


Durante o mês de setembro, o Cineclube Cultura apresenta algumas das principais obras do dramaturgo, poeta e encenador alemão Bertold Brecht (1898-1956) em sessões gratuitas na Oficina Cultural. As apresentações estão marcadas para os dias 17 (sábado) e 18 (domingo), sempre a partir das 20h, com entrada franca.

Brecht foi responsável pela mudança da função e do sentido social do teatro, usando-o como arma de conscientização e politização no período entre as guerras de 1914 e 1939. Criou peças como "A Mãe", "Homem por Homem", "Mahagonny", "Happy End" e "Santa Joana dos Matadouros" e se concentrou na crítica ao desenvolvimento das relações humanas no sistema capitalista. Também escreveu algumas montagens para o cinema e colaborou diretamente na realização de nove películas e 11 textos adaptados.

Confira a programação:

Cineclube Cultura – “Brecht no Cinema”

Sábado (17)
Os Carrascos também morrem (Hangmen also die, EUA, 1943)

*Ficha técnica: Direção de Fritz Lang
Com Hans Heinrich von Twardowski (Reinhard Heydrich), Brian Donlevy (Dr. Franticek Svoboda / Karel Vanek), Walter Brennan (Prof. Stephen Novotny), Anna Lee (Nasha Novotny). P/b,134 min. Roteiro de Bertolt Brecht.

*Sinopse: Um nazista é assassinado na Tchecoslováquia ocupada. Como represália, a Gestapo começa uma sangrenta caçada.

Domingo (18)
Os mistérios de uma Barbearia (Mysterien eines Frisiersalons, Alemanha, 1923)

*Ficha técnica: Direção de Bertolt Brecht e Erich Engel
Com Blandine Ebinger (Frisiermamsell), Karl Valentin (Frisiergeselle), Erwin Faber (Professor Moras). P/b, mudo, 32 min.

*Sinopse: Um aprendiz de barbeiro, interpretado pelo ator cômico Karl Valentin, transforma uma barbearia numa sala de tortura dos clientes, que saem de lá carecas ou muito diferentes do que imaginavam.

A Vida de Bertold Brecht (Brecht – Die Kunst zu leben, Alemanha, 2006)

*Ficha técnica: Direção de Joachim Lang, 59 min.
*Sinopse: Premiado documentário que traça um retrato apaixonante de Brecht, a partir de imagens raras e entrevistas do dramaturgo.

Onde: Oficina Cultural de Uberlândia - Sala Roberto Rezende
Local: Praça Clarimundo Carneiro, 204, bairro Fundinho
Horário: 20h
Entrada franca

Fonte: Secom/PMU
Imagem: eovideolevou.com.br

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Boca de Cena terá novidades para o público


O projeto Boca de Cena de 2011 foi concebido em dois gêneros diferentes. As apresentações serão tanto nos tradicionais espetáculos de palco italiano, no teatro Rondon Pacheco, quanto em teatro de rua. A ideia do novo formato partiu da Secretaria Municipal de Cultura (SMC) e das sugestões da classe artística nos fóruns promovidos pela SMC.

No total, seis grupos participarão do projeto neste ano. Os trabalhos foram definidos por meio de um processo seletivo realizado em junho. Os grupos selecionados para se apresentarem no teatro Rondon Pacheco foram: Trupe de Truões, Athos de Teatro, Autônomos de Teatro e Di-Ferente. Para os espetáculos de rua, o público poderá conferir as peças de Grupontapé e Anjos da Alegria.

Além das apresentações, os grupos também farão vivências em que abordam a criação de seus espetáculos. Elas estão sendo realizadas desde o dia 9 e ainda terão apresentações nos dias 15, 16 e 20 de setembro, das 14h às 18h, na sala A4, na Oficina Cultural.

O projeto Boca de Cena divulga e incentiva os trabalhos teatrais dos grupos e artistas independentes e promove a circulação de seus espetáculos e a formação de público.

Confira as sinopses dos espetáculos:

Trupe de Truões – Calle
Sábado (17), às 20h
Local: Teatro Rondon Pacheco
Direção: Paulo Merísio

Sinopse: Inspirados nos projetos vividos por Sophie Calle – utilizados por Paul Auster na composição de uma personagem chamada Maria, do livro Leviatan, os atores da Trupe de Truões constroem então seus próprios projetos, a partir de quatro motes-chave: ruptura, nudez, melodrama e voyerismo.

Nossa experiência teatral é aliada às nossas idiossincrasias e navega-se sem medo entre realidade e poetização do real. Cada um do seu jeito, mas com inspirações nas experiências de Sophie Calle, no kitsch almodovariano, nos procedimentos dos viewpoints e no melodrama da Trupe; porque são estes elementos que nos motivam artisticamente na atualidade; porque é assim que nós somos.

Elenco: Amanda Aloysa, Getúlio Góis, Juliana Nazar, Maria De Maria, Ricardo Augusto, Ronan Vaz.

Di-Ferente – A Publicação do Pecado
Domingo (18), às 20h
Local: Teatro Rondon Pacheco
Direção: Ribamar Ribeiro

Sinopse: Uma notícia de jornal: Um Triângulo Amoroso. Vilela que ama Rita, que ama Camilo, que ama Vilela. Vilela: o esposo, Rita: a mulher e Camilo: o amigo. Uma trama intrigante envolta pelas revelações de uma cartomante. Verdadeiras ou falsas? A partir do conto de Machado de Assis, a Cartomante, na visão do diretor e dramaturgo Ribamar Ribeiro. Até que ponto a curiosidade é uma necessidade? Uma notícia ou uma verdade!

Elenco: Fredy Abreu, Guilherme Almeida, Ilmara Damasceno, Larissa Júlio, Susilene Feoli.

Autônomos de Teatro – O Feitiço
Sábado (24), às 20h
Local: Teatro Rondon Pacheco
Direção: Mário Piragibe

Sinopse: “O Feitiço” conta a história de um amor impossível entre o soldado Navarro e a bela dama Isabela. O casal está impedido de se unir por força de uma maldição lançada pelo Bispo de Áquila que nutre um desejo possessivo por Isabela. Navarro acredita que o único modo de quebrar esse feitiço é destruindo o bispo de Áquila. Pra isso contará com a ajuda do único homem que conseguiu escapar com vida das masmorras do castelo: O Rato. O espetáculo vem se desenhando sob a forma de um jogo cujas peças são movidas diante do público. O chão marcado em forma de grade evoca um grande tabuleiro que apresenta parte das regras. Do lado de fora circulam jograis e artistas-narradores que apresentam e embalam a história; dentro das linhas da grade-tabuleiro apresentam-se os personagens de trama, hieráticos e idealizados tipos da fábula identificados com peças de xadrez.

Elenco: Alexandre Nunes, Amanda Barbosa, Camila Thiago, Juliana Prados, Laís Batista, Lucas Mendes, Marcella Almeida, Tiago Pimentel, Victor Rodrigues, Wesley Nunes.

Athos de Teatro – Água Suja
Domingo (25), às 20h
Local: Teatro Rondon Pacheco
Direção: Narciso Telles

Sinopse: Água Suja é um espetáculo concebido a partir de várias leituras possíveis de um mesmo evento: os romeiros que se dirigem à cidade de Romaria – MG. A romaria não é a mesma para cada um deles podendo representar dor, sacrifício, mas também, gratidão e alegria em uma festa onde os atores buscam um sentido de mediação entre os objetos sagrados e os ritos em um jogo entre a memória e a utopia.

Elenco: Guilherme Almeida, Flavio Goulart, Ana Maria Rodrigues e Ilmara Damasceno.

Anjos da Alegria – Cata, a megera
Domingo (25), às 10h
Local: Praça Nossa Senhora Aparecida
Direção: Marcelo Briotto

Sinopse: A história gira em torno da indomável Catarina e Petruchio um fidalgo de Verona. Um mercador de Pádua, Batista Minola, é muito rico e possui duas filhas para casar. Todos sonham com Bianca a mais nova, obediente e doce. Mas o pai só permite seu casamento se a mais velha casar antes. No entanto, Catarina é geniosa, petulante e não se deixa dominar. Assim o pretendente de Bianca vê sua chance aparecer, quando Petruchio chega a cidade disposto a casar com qualquer megera contanto que seja rica. Mas não será fácil pois Catarina é indomável e sua fama de megera não é em vão.

Elenco: Amanda Aloysa Alves, Emilliano Freitas, Guilherme Almeida, Guilherme Calegari, Marcelo Briotto e Rose Battistella.

Fonte: Secom/PMU
Ilustração: festivalruinascirculares.blogspot.com

Consultor financeiro é o fim da picada


Noventa por cento dos brasileiros já passaram por problemas financeiros. Uns mais, outros menos, uns saíram, outros continuam enforcados. Mas o que não dá pra entender são aqueles consultores financeiros de programas de TV ensinando a maneira correta de gastar o seu dinheiro ou viver sem se endividar, dando dicas para sanar as contas.

Peralá! Quanto será que esses caras ganham? É muito fácil falar do dinheiro e das contas dos outros ganhando salário “global” para aparecer no Fantástico ou no Domingo Espetacular. Quero ver controlar dívida recebendo salário mínimo, pagando aluguel, dependendo de transporte coletivo, tendo de enfrentar filas em hospitais públicos, morando longe e com unha encravada.

Só um dos ternos Versace ou Gutti (cerca de R$ 4 mil) que os bonitões usam daria pra comprar 200 quilos de feijão, 200 pacotes de arroz, 300 pacotes de farinha de mandioca (pra encher bem o bucho), 140 quilos de lingüiça toscana (em promoção na venda da Dona Deroci) e sobraria um troco pro Sonrisal (a lingüiça da Dona Deroci me dá uma azia desgraçada).

Mas o que mais me deixa indignado é o cara falar pra montar uma planilha de custos no computador pra controlar as despesas. Heloô! Pobre só vê computador em Lan House, amigão. Computador de pobre é calculadora Casio do Paraguai, videogame de dona de casa é fogão de seis bocas (comprado na loja de móveis usados ou nas Casas Bahia em 24 vezes, ou ainda doado de algum parente), “tablet” é só um tablete de rapadura. Onde esses caras estão com a cabeça???

O trabalhador custa comprar um lápis pro filho ir pra escola e o sujeito quer indicar um software de última geração que irá ajudar a gerenciar as despesas da família. VOLTA PRO CHÃO, CIDADÃO! Estamos no BRASIL. Enquanto ainda tem gente passando fome, os diretores do DNIT estão superfaturando obras para poderem comprar caviar e champanhe.

Não tem jeito. A melhor saída para as dívidas é, no mínimo, receber um salário decente. E vivendo no país da corrupção, é difícil imaginar um futuro diferente pra gente honesta que a m... da dívida não esteja incluída. E lá se vai o 13º pra pagar contas, sobra muito mês pra pouco salário, haja empréstimo consignado e venha a nós qualquer abonozinho trabalhista, que será muitíssimo bem vindo.

E assim vão vivendo milhões de brasileiros, comendo o que tem pra hoje, vivendo do jeito que dá e escutando os conselhos do Fantástico. É realmente fantástico!

Imagem: pt.dreamstime.com

sábado, 3 de setembro de 2011

Cultura promove apresentação de trabalho desenvolvido na Oficina de Teatro


A Secretaria Municipal de Cultura (SMC) promove nos dias 5 e 6 de setembro, no Teatro Rondon Pacheco, a apresentação da peça teatral “As aventuras de Gulliver”, resultado da Oficina de Teatro realizada pela SMC entre os meses de abril e agosto na Oficina Cultural. A entrada é franca.

O projeto faz parte dos programas Cultura na Comunidade e Qualificando Saberes. A Oficina de Teatro trabalha a linguagem teatral na iniciação e formação de jovens e adultos. Como política pública está ligada ao movimento de cena local para estimular a produção teatral.

De acordo com o coordenador do Núcleo de Difusão e Circulação de Projetos da SMC, Lucas Nascimento, ensinar e aprender teatro é um exercício de troca entre quem aprende e quem ensina. “Estimula o pensamento artístico, enriquece o diálogo entre conhecimento e prática, possibilita a socialização e propicia o contato com a dramaturgia, seja ela construída coletivamente ou na encenação de clássicos, como é o caso do espetáculo que será apresentado”, disse.

As Aventuras de Gulliver

De: Jonathan Swift
Adaptação: Maria De Maria

Sinopse

Gulliver é um aprendiz de médico, mais que isso, um aventureiro que tão cedo abandona sua família na Inglaterra para desbravar novas terras. Uma tempestade no mar o leva ao reino de Lilliput, um lugar de pequenas criaturas onde faz muitos amigos. No entanto, ele não estava livre de intrigas e teve que fugir do pequeno povoado. Com um bote que virou em alto mar, foi parar em Brobdingnag, terra de gigantes. Ocorre o contrário: todos eram enormes e agora o pequeno era ele. Lá, ele é explorado pelo seu dono e atacado por ratos enormes, cachorros ferozes e macacos brincalhões. Uma história de aventuras que relativiza força, poder e inteligência e conta ainda que tamanho não é documento.


Fonte: Secom/PMU
Imagem: econc10.bu.edu

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Abertas as inscrições para Oficina de Teatro


Interessados em participar da Oficina de Criação: Núcleos Cênicos, oferecida pela Secretaria Municipal de Cultura (SMC) podem se inscrever gratuitamente até o dia 6 de setembro na Oficina Cultural, na praça Clarimundo Carneiro, 204, Centro, de segunda à sexta-feira, das 8h às 17h.

São oferecidas 30 vagas. As aulas serão ministradas de setembro a novembro, às terças e quintas-feiras, das 19h às 21h30. A oficina faz parte dos programas Cultura na Comunidade e Qualificando Saberes e será ministrada pela atriz e diretora teatral, Maria de Maria. Os participantes irão aprender técnicas de montagem de cenas curtas, performances e quadros para serem apresentados em espaços públicos da cidade.

Fonte: PMU
Imagem: blogdosertao.net

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Um breve ensaio sobre cultura e ditadura no Brasil


Existe um clichê que a maioria dos historiadores odeia: “a história é importante para conhecer o passado e não cometer os mesmos erros no futuro”. Nunca perguntei o motivo dos profissionais dessa área não gostarem da afirmação. Talvez porque sendo humanos, estamos fadados a cometer os mesmos erros em circunstância diferentes. Mas é bem verdade que a história ajuda a humanidade a projetar o futuro.

O boom da mídia nos últimos 100 anos teve papel fundamental em disseminar a informação histórica e levar o conhecimento onde livros antes haviam falhado. A indústria do cinema nacional e internacional mostrou por inúmeras vezes os terrores das guerras provocados pela insanidade de poucos e avalizados pela ignorância de muitos.

Assunto controverso de nossa história recente e que temos por obrigação não deixar cair no limbo do esquecimento, o golpe de 64 trouxe quase duas décadas de censura, perseguição, exílios, prisões, torturas e mau agouro. Nem o “Milagre Econômico” da década de 70 foi positivo, se mostrando responsável por uma hiperinflação que assolou os anos 80 e 90 e fez sofrer a população brasileira, assim como sofreu a classe político-intelectual perseguida pela ditadura.

Homens e mulheres de verdade, tornaram-se verdadeiros símbolos da liberdade, principalmente depois que seus destinos foram escolhidos não pelo universo, mas pela violência do pau de arara em porões escuros e úmidos da polícia política. Muitas histórias viraram livros e muitos foram retratados em filmes. Zuzu Angel, O que é isso companheiro?, O ano em que meus pais saíram de férias, Feliz Ano Velho, Batismo de Sangue e muitos outros deixaram suas marcas gravadas na cultura nacional e ajudaram na construção da memória histórica brasileira. Entretanto, outras forças disseminam o outro lado da história.

A anistia serviu para trazer os brasileiros que viviam no estrangeiro de volta para casa e foi o marco da abertura política no Brasil. Mas serviu também para jogar um pano escuro na realidade e deixar livres torturadores, assassinos, além de esconder o paradeiro de muitas pessoas que “desapareceram” durante o regime militar. É lógico que a anistia não seria somente para os presos e exilados políticos de esquerda. Ela também serviu para mascarar a verdade.

Historicamente, os militares criaram a justificativa de que, no momento do golpe de 1964, o povo brasileiro necessitava de um governo mais rigoroso. E mais, o povo brasileiro queria e apoiava o regime. Atualmente, as Forças Armadas são controladas por um civil. Mas, essa versão até hoje é difundida nos quartéis das corporações. Essa mesma afirmação foi ouvida por um grupo de acadêmicos de jornalismo em um estágio no Exército Brasileiro. Estágio muito interessante, mas que tem, no fundo, um foro doutrinário. Por isso, são escolhidos apenas estudantes.


Devemos conhecer todas as versões, mas devemos nos deixar influenciar por nenhuma delas. Eu tenho a minha opinião, você tem a sua, o João e a Maria têm a deles. Eu me expresso nesse espaço democrático, que é a internet. E, se hoje posso fazer isso, é graças a figuras como Rubens Paiva, Frei Beto, Zuzu Angel, Vladimir Herzog, Carlos Marighella, Estanislau Ignácio Correia e tantos outros que deram suas vidas pela democracia e pela liberdade. Sem contar os inúmeros presos e exilados que, só não tiveram a mesma sorte, graças à luta incessante da esquerda brasileira.

Os tempos são outros: esquerda, direita e centro quase que se misturam. Mas a cultura, os livros, o cinema e a música estão acima disso e têm papel fundamental na memória brasileira. Memória que deve ser lembrada e relembrada, contada e recontada. E seus personagens devem ser tratados como herois em tempos de guerra.

Imagens: browg.blogspot.com
culturabrasil.pro.br

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Apelidos no futebol


Existem algumas peculiaridades no mundo futebol. Uma delas refere-se aos apelidos dados aos jogadores e aos times. Separei alguns para mostrar como é curioso esse mundo esportivo.

Euler: Filho do Vento
Edmundo: Animal
Marcelinho Carioca: Pé de Anjo
Zico: Galinho de Quintino
Corinthians: Timão
São Paulo e Fluminense: Tricolor
Cruzeiro: Raposa
Atlético Mineiro: Galo
Dentinho: Xodó da Fiel
Marcos: São Marcos
Carlos Alberto: Capita
Pelé: Rei do Futebol
Edilson: Capeta
Leônidas da Silva: Diamante Negro
Didi: Folha Seca
Donizete: Pantera Negra
Túlio: Túlio Maravilha
Nilton Santos: Enciclopédia do Futebol
Pepe: O Canhão da Vila
Vavá: Peito de Aço
Jairzinho: Furacão da Copa
Valdívia: Mago
Kleber: Gladiador
Ronaldo: Fenômeno
Luís Fabiano: Fabuloso
Adriano: Imperador
Ricardo Rocha: Xerife

Se você sabe mais algum, deixe seu comentário. Vamos aumentar nossa lista de apelidos futebolísticos.

Imagem: futebolffv.blogspot.com

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Show de jazz abre a programação do Cineclube Cultura do mês de agosto


O Quarteto Panônica Jazz realiza no próximo sábado (6), um show ao vivo, no Teatro Rondon Pacheco, a partir das 20h. Formado por Gio Pagotti (guitarra), Rayne Vitorino Dias (teclado), Cicerus Cajuzinho (bateria) e Murilo Rezende (baixo), o quarteto tem se tornado referência para quem gosta de música instrumental. Para o show de sábado, os músicos tocarão composições próprias, além de músicas brasileiras.

A apresentação faz parte da programação do Cineclube Cultura, um projeto sem fins lucrativos criado pela Secretaria Municipal de Cultura (SMC) para oferecer ao público sessões gratuitas de clássicos do cinema mundial, sempre em torno de um eixo temático. Além da exibição de filmes, algumas edições do projeto incluem shows musicais.

No mês de agosto, o tema do Cineclube Cultura é Cinema, Jazz e Bossa. Entre os filmes que estão na programação estão: Meia Noite no Jardim do Bem e do Mal, Eva, Os Desafinados e A Música Irresistível de Benny Goodman. As apresentações são aos sábados e domingos, a partir das 20h, na Oficina Cultural.

Confira a programação

Cineclube Cultura - Cinema, Jazz e Bossa

Sábado (6)

Show – Quarteto Panônica Jazz
Horário: 20h
Local: Teatro Rondon Pacheco - Rua Santos Dumont, 517, Centro

Sábado (13)

Meia Noite no Jardim do Bem e do Mal (EUA – 1977)
Horário: 20h
Local: Oficina Cultural - Praça Clarimundo Carneiro, 204, bairro Fundinho

Domingo (14)

Eva(França, Grã-Bretanha, Itália - 1962)
Horário: 20h
Oficina Cultural - Praça Clarimundo Carneiro, 204, bairro Fundinho

Sábado (20)

Os Desafinados(Brasil - 2008)
Horário: 20h
Oficina Cultural - Praça Clarimundo Carneiro, 204, bairro Fundinho

Domingo (21)

A Música Irresistível de Benny Goodman (EUA - 1956)
Horário: 20h
Oficina Cultural - Praça Clarimundo Carneiro, 204, bairro Fundinho

Fonte: Secom/PMU
Imagem: imdb.com