sábado, 2 de junho de 2012

Exposição de cartazes e mostra de cinema e música homenageiam Vladimir Herzog, morto pela ditadura


Se protestos e manifestações ganham vida atualmente por meio das redes sociais, durante os períodos de ditadura militar, um dos instrumentos recorrentes de agitação e propaganda na América Latina eram os cartazes políticos, que traziam ilustrações, fotos e mensagens de ordem contra os regimes vigentes.

Nesse período, as frases dos cartazes podiam ser simples, como “Resistir por la paz”. Alguns traziam mensagens mais elaboradas, como a que ilustra um cartaz ganhador do Prêmio Vladimir Herzog, em 1979: “Quando perdemos a capacidade de nos indignarmos com as atrocidades praticadas contra outros, perdemos também o direito de nos considerarmos civilizados”.

Muitos destes cartazes, produzidos entre os anos de 1960 e 1980 em toda a América Latina, estão agora expostos na Cinemateca Brasileira, em São Paulo. Entre eles, há um mais atual, de 2010, que lembra os desaparecidos políticos no Brasil. A exposição permanecerá no local até 8 de julho, como parte da celebração dos 75 anos de nascimento do jornalista Vladimir Herzog, o Vlado, morto em 1975 durante a ditadura militar.

A maior parte dos cartazes expostos foi feita por artistas autônomos, mas também é possível encontrar produções de autoria famosa, como o do arquiteto Oscar Niemeyer.

“A proposta é recuperar todo um processo de denúncia da ditadura brasileira e das que foram implantadas nos países vizinhos e também destacar a solidariedade, que faz com que todos esses cartazes tenham um fio condutor comum”, disse Vladimir Sacchetta, curador da exposição.

Segundo Sacchetta, os paineis foram dispostos como se estivessem em um grande muro. “Eles continuam cumprindo sua função de cartaz político, de denúncia, de agitação e de propaganda”, destacou.

Além da exposição de cartazes, os 75 anos de Vlado também serão comemorados com uma mostra de cinema, chamada de Memória e Transformação, onde serão apresentados 49 documentários produzidos a partir de 1950, focado em obras que retratam as lutas de resistência à ditadura militar e aos governos totalitários. Um dos filmes, apresentado na abertura do evento, no dia 31 de maio, foi Marimbás, dirigido pelo próprio Herzog. A película retrata a vida de um grupo que sobrevivia da pesca no Posto 6, em Copacabana, no Rio de Janeiro e que existe até hoje no local.

A exibição de filmes ocorrerá entre os dias 19 de junho e 8 de julho, na Cinemateca, e entre os dias 29 de junho e 5 de julho, no Cinesesc. No dia 8 de julho, o homenageado da mostra, o cineasta chileno Patricio Guzmán, vai apresentar seu filme Nostalgia da Luz, seguido por um debate.

Já entre os dias 29 de junho e 1º de julho será apresentado, no Auditório Ibirapuera, a cantata O Diário de Anne Frank. A obra, de autoria de Leopoldo Gamberini (1922-2012) e de Otto Frank, pai de Anne, conta um pouco da história da menina que foi vítima do Holocausto na 2ª Guerra Mundial. A cantata será apresentada em versão integral, com orquestra sinfônica, coral com 110 cantores, bailarina, solista e recursos audiovisuais. A orquestra será regida pelo maestro brasileiro Martinho Lutero.

Para finalizar o evento, no dia 28 de junho, haverá um encontro para discutir e compartilhar as experiências de países latino-americanos no resgate da memória e justiça, além da percepção judaica sobre o Holocausto.

Para Ivo Herzog, filho de Vlado e diretor executivo do Instituto Vladimir Herzog, os eventos são muito importantes também por retratarem temas que vão permear os trabalhos da Comissão da Verdade. “A maioria dos brasileiros de hoje nem havia nascido quando essas coisas aconteceram. A ideia é que [por meio das atividades culturais] essas pessoas conheçam, façam sua reflexão e comecem a entender porque é importante para uma nação conhecer sua história e porque é importante que o Estado preserve essa memória e comece a contá-la agora por meio da Comissão da Verdade”, disse Herzog. "A grande importância da memória é que ela impede que coisas ruins voltem a acontecer. Se as pessoas esquecem, elas [coisas ruins] podem acontecer de novo."

Fonte: Elaine Patricia Cruz/ABr
Edição: Lílian Beraldo
Imagens: vladimirherzog.org

O poder do complemento midiático

A internet se firmou como uma das mais importantes mídias da comunicação. Por meio da internet é possível realizar a tão falada convergência de mídias, a integração de vários formatos e diversas linguagens. E a TV tem usado a internet como um veículo complementar. Apesar de a TV estar bem mais interativa que no passado, a internet apresenta ferramentas que ainda não são possíveis ter na TV. Entretanto, a TV caminha para o mesmo patamar de interatividade.

Hoje, o público não quer apenas ver e ouvir. Também quer falar e participar. Desta forma, a multiplicidade de ferramentas que a internet oferece ainda deixa a TV a desejar, apesar dos esforços e das novas tecnologias, como o sinal digital. Mas isso não será para sempre, uma vez que os veículos tendem a se misturar.

Mas não é somente no entretenimento e interatividade que a internet ajuda. A comunicação está mais ágil, a notícia é dada de forma mais rápida. Consultas de fontes, pesquisas e confirmações podem ser feitas rapidamente e com mais segurança, sabendo como procurar e tendo o discernimento do que é confiável ou não.

A internet também tem mudado o próprio jornalista, que hoje tem de ser um profissional multimídia, onde ele deve saber escrever bem, fotografar, entrevistar, gravar áudios e vídeos, conhecer programas de edição, a fim de aproveitar as inúmeras funcionalidades que a web oferece.

O webwriter denomina, na prática, o profissional que trabalha em redação de veículos da internet. Em muitas redações é necessário o acúmulo das funções de produtor, repórter, redator e editor. Um único profissional, principalmente nas redações menores, apura uma pauta, entrevista o personagem, redige a matéria e edita o for necessário.

Dos pequenos veículos aos grandes conglomerados de comunicação, a maioria usa a internet para diversos serviços, inclusive divulgação. É outro ponto em que as mídias se entrelaçam, mas sempre como forma complementar, nunca em disputa.


Imagem: killersuncle.blogspot.com

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Divulgada a seleção para o Projeto Boca de Cena

O projeto Boca de Cena de 2012 terá apresentações tanto nos tradicionais espetáculos de palco italiano no teatro Rondon Pacheco, quanto em teatros de rua. Promovido pela Secretaria de Cultura , o projeto divulga e incentiva os trabalhos teatrais dos grupos e artistas independentes e promove a circulação de seus espetáculos, além da formação de público.

No total, seis grupos participarão do Boca de Cena este ano. Os trabalhos foram definidos por meio de um processo seletivo realizado em março e os grupos selecionados para se apresentarem no teatro Rondon Pacheco foram: Trupe de Truões, Lobotomédia: Cia de Humor, Grupo sobre Práticas e Poéticas Vocais e Grupo Giz de Teatro. Para os espetáculos de rua, o público poderá conferir as peças de Luiz Humberto Garcia e Coletivo Teatro da Margem.

Confira as sinopses dos espetáculos:

TEATRO PALCO ITALIANO

Trupe de Truões - “Aladim e a lâmpada maravilhosa”
Data: 23/06, às 20h
Local: Teatro Rondon Pacheco
Direção: Paulo Merísio


Sinopse: A história de um pobre rapaz e sua mãe que viviam no interior da China. Certo dia, o jovem recebeu a visita de um estrangeiro que dizia ser seu tio. O encontro o levou até uma caverna misteriosa e a uma lâmpada de azeite que mudou sua vida. Um enredo marcado pela feitiçaria e pelo sobrenatural: um herói ambicioso, um gênio mágico, um vilão implacável, uma princesa de magníficos olhos negros e um desafio, o de casar-se com a filha do sultão. Mas nem tudo acontece como o esperado, ele tem que passar por mil peripécias, aventuras e provações. Assim, a Trupe de Truões traz a magia e a sensualidade de uma das mais lindas histórias de amor: a do príncipe Aladim pela princesa Bradulbudur.

Elenco: Amanda Aloysa, Amanda Barbosa, Laís Batista, Ricardo Oliveira, Ronan Vaz, Werlerson Filho; Stand in: Maria De Maria.


Lobotomédia Cia de Humor - “As Goianinhas do Acre”
Data: 24/06, às 20h
Local: Teatro Rondon Pacheco
Direção: Fernando Prado


Sinopse: As Goianinhas do Acre, “Duas fias de Francisco”. Um show de humor e música sertaneja. A dupla tem um universo particular que é levado à platéia através de suas histórias e músicas. Com um humor ingênuo, elas desenvolvem uma grande comédia que, apesar de possuir uma atmosfera tradicional, traz uma linguagem moderna comparada ao stand up. Nas vozes desafinadas das Goianinhas do Acre, grandes clássicos sertanejos ganham nova roupagem: Amargurado, de Tião Carreiro, vira “Cisterninha Amarela”, Galoupeira, vira “Macumbeira”, e várias outras paródias compõem o show. O principal objetivo é resgatar a cultura caipira, o que para os saudosistas é uma grande retomada e ao público jovem, é uma exposição de cultura popular e regional. O espetáculo conta a saga das irmãs gêmeas que saíram de Xapurí no Acre, para seguir o sonho de se tornarem cantoras sertanejas. Nessa viagem em busca da fama a dupla acaba se perdendo pela imensidão do Brasil, visitando várias partes do país, onde deixam sua marca. E toda situação inusitada, acaba virando repertório musical em suas paródias.

Elenco: Dagmar Talga e Deivid Osborges


Grupo sobre Práticas e Poéticas vocais - “Botequim”

Data: 30/06, às 20h
Local: Teatro Rondon Pacheco
Direção: Fernando Manoel Aleixo


Sinopse: Em um ambiente de crescente fervor “etílico-filosófico”, diversos personagens, beirando a farsa, encontram a possibilidade de dialogar com bom humor sobre suas vidas. Conduzidos por um garçom sempre onipresente, são revelados fragmentos de suas histórias de vidas, de desejos, de decepções amorosas, de sonhos que talvez jamais se realizem, mas que nesse estado das ações em que se encontram, são possíveis, aos menos, de serem partilhados entre si e revelados ao público.

Elenco: Hanna Perez, Laís Batista, Lucas Larcher, Luciene Andrade, Maria Cláudia Lopes, Renata Sanchez, Wellington Gama (músico).


Grupo Giz de Teatro - “As Cadeiras”

Data: 01/07, às 20h
Local: Teatro Rondon Pacheco
Direção: Rafael Michalichem

Sinopse: Duas figuras que já foram. Já foram grandiosos, elegantes, atraentes, sociáveis, familiares, ágeis... Imersos em ausência e memória, este casal não tem mais que a si próprios e umas cadeiras para inventar alguma presença.

Elenco: Guilherme Conrado e Renata Sanchez



TEATRO DE RUA

Luiz Humberto Garcia - “Gaia”


Direção: Abílio Tavares
Vivência:
Data: 23/06, às 14h
Local: Escola Municipal Profª Orlanda Neves Stratk - Rua da Produção, 1675 – Bairro Minas Gerais


Espetáculo:
Data: 24/06, às 16h30
Local: Praça dos Buritis – Bairro Minas Gerais


Sinopse: Gaia é um espetáculo poético e divertido que, através de seu protagonista, o palhaço Sapiens, e utilizando elementos da mímica e do teatro de objetos, apresenta de forma original uma reflexão a respeito da relação do ser humano com a vida em nosso planeta. Gaia é um espetáculo que faz a opção artística de não usar um texto. O palhaço, a pantomima e o teatro de objetos são linguagens que possuem uma capacidade enorme de comunicação com pessoas de todas as idades e também possibilitam que esse trabalho não traga uma mensagem fechada sobre a temática tratada.


Coletivo Teatro de Margem - “A Saga no Sertão da Farinha Podre”


Direção: Narciso Telles
Vivência:
Data: 02/06, das 09h às 12h
Local: Capajá - Centro Assistencial Pai Joaquim de Angola - Serra Gradaus, 467 – Bairro São Jorge


Espetáculo:
Data: 03/06, às 17h
Local: Rua Dólar com a Rua João Antônio Teixeira, e Rua do Dinar com a Rua do Cruzado


Sinopse: Após a expulsão dos artistas que passavam em caravana pelo Sertão da Farinha Podre com a apresentação do espetáculo Antígona de Sófocles, um estouro de boiada guiado por um profeta desenterra os momentos inscritos no tempo e no solo seco do Sertão da Farinha Podre. Mas cada tentativa de ressuscitar ou reencarnar seus mortos é abafada pela figura utópica que representa a cidade ideal. O espetáculo “A Saga do Sertão da Farinha Podre” nasce de um estudo profundo que o Coletivo Teatro da Margem realizou sobre a história local, desvelando um passado pouco documentado, mas bastante vivo na oralidade e nas histórias populares. Tal aspecto torna o espetáculo um documento artístico vivo que retrata de forma alegórica a história do Sertão da Farinha Podre e das cidades que foram criadas nesta região, dentre elas Uberlândia.

Elenco: Adriana Moreira, Afonso Mansueto, Camila Tiago, Jhonatan Rios, Lucas Dilan, Marcella Prado, Marina Ferreira, Priscilla Bello e Samuel Giacomelli.

Fonte: Secom/PMU
Imagens: PMU

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Oficina Cultural e Casa da Cultura são cenários para produção audiovisual


O projeto de produção audiovisual, Olho Portátil, levou cerca de 80 participantes para conhecerem a Oficina Cultural e a Casa de Cultura de Uberlândia e a gravarem cenas para a produção de um curta-metragem. Os locais e o roteiro para a gravação dos vídeos despertaram nos participantes do projeto uma reflexão a respeito do patrimônio cultural da cidade.

Os figurinos de época remetiam aos anos 40 e foram produzidos pela cineasta, Iara Magalhães. A direção das cenas foi alternada entre Guilherme Lopes e alguns dos participantes e as gravações ainda contaram com o apoio e supervisão de André Salomão e Thiago Carvalho, oficineiros do projeto.

Os vídeos foram produzidos com câmeras de celulares e serão publicados no blog do projeto, fazendo um diálogo entre o patrimônio cultural e as novas mídias acessíveis. Os alunos dividiram-se em papéis de atores, diretores, produtores e cinegrafistas, que se revezaram entre a gravação das cenas e do making off.

O roteiro do curta foi inspirado na brincadeira “Cabra Cega” e conta a história de um garoto que busca incessantemente uma namorada que não o enxerga. Ele persegue todas as meninas à sua volta, mas não consegue perceber a única que verdadeiramente o ama: uma metáfora para o amor não correspondido e para as situações em que não enxergamos a verdade diante dos olhos.

De acordo com André Salomão, coordenador do projeto, é impressionante ver como que, durante o trabalho, as crianças e adolescentes encarnam os personagens de diretor, cinegrafista, figurinista, maquiador, produtor e zelam pela qualidade dos vídeos produzidos. “Aos poucos, nota-se maior comprometimento e a percepção da importância do trabalho em equipe, do desenvolvimento de habilidades e da valorização das capacidades individuais”,
relata André.

Este é o 2º ano do Projeto Olho Portátil que, em 2011, trabalhou com 120 crianças da periferia de Uberlândia e realizou uma Mostra de Vídeos com os resultados do trabalho.

Neste ano, o Projeto, que é realizado pelo EMCANTAR e pelo Instituto Algar, em parceria com o Programa Algar Transforma, e viabilizado pela Lei Estadual de Incentivo à Cultura de Minas Gerais, atende 80 crianças em oficinas semanais que acontecem no bairro Alvorada.

Fonte: Michele Borges/Douglas Luzz/Ciclo Assessoria
Imagens: Ciclo Assessoria

quarta-feira, 30 de maio de 2012

História da dança em Uberlândia é contada no teatro

No dia 5 de junho, o Teatro Rondon Pacheco será palco da gravação do último capítulo da série “Uberlândia em Movimento”, do programa de TV Uberlândia de Ontem e Sempre, que conta a história da dança na cidade através de relatos de artistas locais. A iniciativa tem o apoio da Secretaria Municipal de Cultura (SMC).


Quem se interessar, pode acompanhar a gravação no Teatro Rondon Pacheco, às 19h30, que fica na rua Santos Dumont, 517. A entrada é gratuita e os convites serão distribuídos na hora.


Está programada para a noite a exibição da série para o público e, em seguida, uma apresentação do terno de congado Moçambique Estrela Guia. O terno dançará, no ritmo do congado, vários estilos de dança (dança de rua, balé clássico, dança árabe, dança contemporânea, dança de salão e sapateado).


Serviço


O quê: Gravação da série “Uberlândia em Movimento”
Quando: Terça-feira (5), às 19h30 (não será permitida a entrada após o horário)
Onde: Teatro Rondon Pacheco – Rua Santos Dumont, 517, Centro
Entrada franca

Fonte: Secom/PMU
Imagem: Divulgação