sábado, 27 de novembro de 2010

Pede pra sair


O que tem sido visto no Rio de Janeiro assusta a muitas pessoas. Vítimas inocentes, mortos, feridos, bens perdidos. Mas um fenômeno também se aflorou, acima inclusive do medo. Nunca o lado do Bem e do Mal ficou tão bem dividido, com os mocinhos caçando os bandidos, como em um filme de Hollywood. Melhor, como um legítimo filme de ação tupiniquim.

O Efeito Bope (Batalhão de operações Especiais do Rio de Janeiro) trouxe os mais contidos sentimentos patrióticos em todo o país, que antes só percebia esse fenômeno em Copa do Mundo. A brasilidade veio à tona em um pensamento uníssono: “vencer o mal e livrar o Rio do tráfico e da criminalidade”. Na esfera da ficção, o herói nacional da atualidade é Capitão Nascimento, personagem do filme Tropa de Elite.

Já a realidade tem se mostrado tão dura quanto o filme, ou até pior. Os heróis da vida real se dividem entre os soldados da Polícia Militar (PM), o Exército Brasileiro, a Polícia Federal, a Marinha, a Polícia Civil (PC) e todas as forças de Segurança Nacional engajadas na pacificação da Cidade Maravilhosa.

Aquele velho dito popular de que não é possível fazer omeletes sem quebrar ovos é duro, doloroso, mas correto. As perdas, por menores que sejam em quantidade, marcarão famílias para sempre. Infelizmente é a única maneira de salvar o Rio do maior mal do mundo, o tráfico de drogas. Força às famílias do Rio, nossos irmãos de pátria e sonhos.

Pode parecer ufanismo, mas se for, tornou-se coletivo. O desejo de ver o Rio de Janeiro novamente seguro, livre das drogas e da criminalidade. Os donos do tráfico até chegaram ao status de heróis e benfeitores de algumas comunidades, mas hoje “quem manda nessa p...” é o Capitão Nascimento. O povo escolheu o lado e isso é percebido pelo número recorde de denúncias nesta semana, pelo acolhimento da população às tropas, por demonstrações públicas de incentivo.

O apoio ao Governo do Rio de Janeiro nas ações de Segurança Pública é fundamental, por todas as esferas de Poder e pelo clamor popular. O Efeito Bope tem feito a sua parte no contexto psicológico, mobilizando a população, inspirando soldados, trazendo inativos de volta à ação por conta própria, e metendo muito medo na bandidagem. É o Capitão Nascimento fazendo história, não só nos cinemas, mas principalmente na vida real. Pede pra sair, traficante.

Imagem: blogdosargentotavares.blogspot.com
integradaemarginal.blogspot.com

Um comentário:

Tassyane Américo disse...

Concordo com tudo que aí foi dito. E acredito que com a união das forças de poder do estado com as forças do nosso país, o estado do Rio de Janeiro terá, enfim, uma vida.