A servidora pública Marlei Espírito Santo, 35 anos, participa de encontros de motociclistas há mais de dez anos, e há quatro comprou uma Yamaha Virago 250cc. Mas não quer parar por aí. “Pretendo adquirir uma moto de maior cilindrada para fazer viagens com mais segurança para destinos de maior distância. Claro que, em termos de sonho, como boa admiradora da Old Scholl [velha escola], queria ter uma Indian ou uma Triumph Rocket III”, confessa a servidora.Aliás, gastos são previsíveis para essa trupe. É o caso de Hiram Deiques, 50 anos, técnico administrativo que foi morador da cidade pernambucana de Petrolina, onde entrou para o grupo de motociclista Federais do Velho Chico. Pelo menos duas vezes por ano, Hiram viaja com sua BMW G650GS para o ex-lar a fim de rever os amigos. Casado, reconhece que sofre resistência dentro de casa por parte da esposa, que não gosta esse tipo de transporte. Apesar de há anos pilotar motos, nunca se acidentou. “Nem quero, eu viajo tranquilo”.
Curiosamente, em Brasília, o último acidente fatal com moto não aconteceu nas ruas nem envolveu imprudência ou mesmo imperícia. A piloto Vanessa Daya, 31 anos, campeã brasiliense na categoria 600cc - "Superbike com Batom", morreu após sofrer um grave acidente em corrida válida pela terceira etapa do Campeonato Brasiliense de Motovelocidade, ocorrida no dia 14 de julho, no Autódromo Internacional de Brasília. Vanessa ainda lutou pela vida durante quatro dias no Hospital de Base, mas perdeu sua última competição, desta vez pela vida, no dia 17 de julho.
Esse tipo de situação é inimaginada por Marlei ou Hiram, que continuam com seu amor pelo estilo de vida único proporcionado pelo vento no rosto. A servidora pública defende o veículo e ressalta suas vantagens. “A moto não é só um meio de transporte mais econômico e que possibilita melhor deslocamento, é um estilo de vida, é uma paixão", reafirma.
Nenhum comentário:
Postar um comentário